Os contribuintes do estado de São Paulo que perderam o prazo inicial para pagamento do IPVA 2026 não precisam entrar em desespero. A partir do dia 12 de fevereiro, começa o período para quitação da segunda parcela do imposto, e quem não pagou em janeiro terá uma nova oportunidade de regularizar a situação sem multa. No entanto, há uma condição importante: o pagamento deverá ser feito em cota única, sem possibilidade de parcelamento.

Quem perder esse segundo prazo estará sujeito a juros e multa, conforme as regras estabelecidas pela Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP). A orientação é que os proprietários de veículos fiquem atentos às datas de vencimento, que variam conforme o final da placa do automóvel.

O calendário completo do IPVA 2026 para automóveis, camionetas, caminhonetes, ônibus, micro-ônibus, motos e similares está organizado em cinco parcelas, com vencimentos entre janeiro e maio. A primeira parcela (ou cota única com desconto) venceu em janeiro. A segunda parcela (ou cota única sem desconto) tem vencimento em fevereiro, seguida pelas terceira, quarta e quinta parcelas em março, abril e maio, respectivamente.

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As datas específicas são determinadas pelo final da placa do veículo. Por exemplo, placas com final 1 venceram em 12 de janeiro para a primeira parcela e vencerão em 12 de fevereiro para a segunda. Placas com final 0 tiveram vencimento em 23 de janeiro e terão em 23 de fevereiro. Esse padrão se repete para todos os meses do calendário.

Para efetuar o pagamento do IPVA 2026, o contribuinte precisa acessar a rede bancária credenciada com o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor). No estado de São Paulo, o Pix é a forma preferencial de pagamento, sendo mais rápido, fácil e com confirmação imediata. Ao obter o QR code, gerado exclusivamente no site da Sefaz-SP, o recolhimento pode ser feito em mais de 900 instituições financeiras, incluindo opções para cidadãos com contas digitais e que não possuem conta em grandes bancos.

As formas tradicionais de pagamento também estão mantidas. É possível efetuar o recolhimento pela internet, nos terminais de autoatendimento ou outros canais oferecidos pela instituição bancária. Outra alternativa é realizar o pagamento em casas lotéricas, garantindo flexibilidade para diferentes perfis de contribuintes.

O atraso no pagamento do IPVA pode gerar consequências financeiras significativas. O contribuinte que deixar de recolher o imposto fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa Selic. Passados 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor do imposto.

Se a inadimplência persistir, o débito será inscrito na Dívida Ativa, e o nome do proprietário será incluído no Cadin Estadual. Isso impede o aproveitamento de eventual crédito da Nota Fiscal Paulista. A partir da inscrição do débito, a Procuradoria Geral do Estado pode cobrá-lo mediante protesto, o que pode afetar a situação financeira e o crédito do contribuinte.

Uma novidade importante para 2026 é a isenção de IPVA para motocicletas, ciclomotores e motonetas com até 180 cilindradas, de propriedade de pessoas físicas. A lei, sancionada em dezembro pelo Governo de São Paulo, já vale para este ano, beneficiando milhões de motociclistas. A medida tem forte impacto no orçamento de quem utiliza a moto como instrumento de trabalho, especialmente entregadores e prestadores de serviço no estado.

Para a isenção valer, os veículos precisam estar em situação regular de registro e de licenciamento. Isso significa que os proprietários devem garantir que todos os documentos estejam em dia, mesmo sem a obrigação de pagar o imposto.

Todas as informações sobre o IPVA 2026, incluindo detalhes do calendário, formas de pagamento e condições de isenção, podem ser consultadas na página do IPVA no portal da Sefaz-SP. A orientação é que os contribuintes acessem o site oficial para evitar informações desatualizadas ou incorretas.

Em resumo, quem perdeu o prazo de janeiro tem até fevereiro para quitar o IPVA 2026 sem multa, mas em cota única. Ficar atento às datas e utilizar o Pix pode facilitar o processo, enquanto a isenção para motos de baixa cilindrada traz alívio para muitos trabalhadores. O importante é não deixar para a última hora, evitando juros, multas e complicações futuras.