Como transformar bilhões de reais em investimentos para ciência e tecnologia em benefícios concretos para a população? Essa é a pergunta que guia o mais recente episódio do podcast Notícia Boa Paraná, que traz uma conversa esclarecedora com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona. Produzido pela Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), o programa mergulha nos mecanismos que estão colocando o Paraná na vanguarda da inovação com impacto social.
O episódio, já disponível em áudio e vídeo nos canais oficiais do Governo do Paraná no YouTube e no Spotify, revela que o caminho passa por uma combinação estratégica de novos cursos, programas de incentivo e uma visão clara de descentralização do conhecimento. Com um orçamento de R$ 4,65 bilhões previsto para ciência e pesquisa em 2026, o Estado direciona esses recursos para o custeio e investimento nas universidades estaduais, criando um ecossistema fértil para inovação.
Um exemplo prático desse investimento em ação é o Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime). Segundo Bona, essa iniciativa capacita pesquisadores paranaenses para transformar resultados de estudos científicos em novos negócios, garantindo que o conhecimento gerado dentro das universidades não fique apenas nos laboratórios, mas chegue ao mercado em forma de produtos e serviços.
"Esses investimentos refletem diretamente na economia", explica o secretário. Ao fomentar programas como o Prime, o Estado estimula a criação de novas empresas e a retenção de talentos no Paraná, gerando empregos e movimentando setores estratégicos. O impacto vai além dos números: trata-se de criar soluções tecnológicas que melhorem a vida das pessoas, desde a saúde até a agricultura.
Para Bona, um pilar fundamental para expandir esses resultados é a descentralização do conhecimento. Um marco dessa estratégia é a criação de 30 novos cursos, com destaque especial para a oferta de Medicina na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), no Campus Cornélio Procópio. O primeiro ciclo de formação, previsto para ocorrer entre 2026 e 2031, contará com um investimento superior a R$ 85 milhões, levando educação de qualidade e oportunidades para regiões que antes tinham acesso limitado.
O secretário também destacou a importância do arcabouço legal para sustentar essas transformações. "Embora o tema pareça técnico, as leis de Inovação e Geral das Universidades (LGU) são fundamentais para garantir a continuidade dos projetos", afirmou Bona. Segundo ele, essas legislações são responsáveis por desburocratizar a pesquisa e facilitar a atuação das fundações de apoio, dando agilidade a todo o ecossistema de inovação paranaense.
Além das plataformas digitais, o conteúdo do Notícia Boa Paraná também chega à televisão. O programa pode ser acompanhado pela TV Paraná Turismo, disponível no Canal 9.1 UHF (TV aberta em Curitiba e Região Metropolitana) e no Canal 509 da Claro/NET. Com a instalação de novos transmissores, o sinal está sendo ampliado para outras regiões do Estado. Em nível nacional, a emissora está disponível no canal 236 da Banda Ku, no Canal 66 da SKY TVRO e na frequência 3985 do satélite Star One D2, além de outras operadoras de TV por assinatura.
A mensagem que fica é clara: no Paraná, investir em ciência e tecnologia não é apenas uma questão de orçamento, mas uma estratégia para construir um futuro mais próspero e inclusivo, onde a pesquisa se traduz em benefícios tangíveis para cada cidadão.

