O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), está colocando em evidência no Show Rural 2026 uma série de inovações científicas desenvolvidas nas universidades estaduais para impulsionar o agronegócio. As tecnologias, que vão desde o combate a pragas até a valorização de subprodutos da agroindústria, estão em exposição no estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) instalado no evento, que acontece no Parque Tecnológico da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), em Cascavel, no Oeste do estado.
A programação, que teve início na segunda-feira (9), segue até sexta-feira (13), conectando o conhecimento científico às demandas reais do campo. Os projetos em destaque são resultado de pesquisas acadêmicas e foram finalistas do programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) nas edições de 2023, 2024 e 2025. Cada iniciativa recebeu um aporte de R$ 200 mil do estado para tornar viável a aplicação prática dessas inovações.
O Prime é um dos programas estratégicos coordenados pela Seti com o objetivo de acelerar a transformação do conhecimento científico gerado nas universidades paranaenses, públicas e privadas, em novos produtos, serviços e negócios. Em parceria com a Fundação Araucária, essa política pública fornece suporte técnico para que pesquisadores transformem estudos acadêmicos em soluções reais para o setor produtivo, integrando conhecimento, mercado e desenvolvimento regional.
Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o Show Rural atua como uma ponte entre o conhecimento acadêmico e as demandas do setor produtivo. "A presença de projetos de pesquisa científica no principal evento do agronegócio do Sul do Brasil evidencia o nosso compromisso como governo para fomentar a pesquisa aplicada como motor de inovação e competitividade para o setor produtivo", afirma. "A ideia é transformar a ciência em ferramentas para aumentar a eficiência no campo".
Entre as inovações tecnológicas em exposição, destaca-se um projeto da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Norte do Paraná, que desenvolve um processo biotecnológico para converter resíduos agroindustriais, como bagaço de laranja e cascas de cereais, em substrato orgânico para cultivo. Outro estudo, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nos Campos Gerais, consiste em um gel cicatrizante veterinário que utiliza extrato concentrado da pele da tilápia como princípio ativo.
O autor dessa inovação, professor Flávio Luís Beltrame, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UEPG, destaca o potencial transformador da pesquisa acadêmica quando aliada ao financiamento adequado. "O investimento para que essa pesquisa amadureça e se desenvolva irá contribuir para o crescimento de diversos setores, como a produção de peixe, que fornecerá a matéria-prima, a indústria, com a geração de empregos e os setores farmacêutico e médico-veterinário que poderão fabricar os medicamentos", detalha o docente.
A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) também expõe dois projetos no evento. O primeiro, do câmpus de Cornélio Procópio, na região Norte, é um sistema que utiliza inteligência artificial para identificar o fungo da ferrugem da soja, com o objetivo de tornar o monitoramento mais rápido e preciso. A outra tecnologia vem do câmpus de Dois Vizinhos, no Sudoeste, e consiste em um molde de plástico, em dois tamanhos, para produzir queijos no formato de cumbuca para servir massas, caldos e risotos.
Os projetos de ciência e tecnologia podem ser visitados no estande da Unioeste no Parque Tecnológico da Coopavel, localizado na Rua K, em Cascavel, até sexta-feira (13), das 8h30 às 17h. A iniciativa reforça o compromisso do governo paranaense em fomentar a inovação como ferramenta estratégica para o desenvolvimento do agronegócio no estado.

