Em uma demonstração de união sem precedentes, seis das principais organizações de direitos musicais da Coreia do Sul lançaram nesta segunda-feira (26) o Comitê de Crescimento Mútuo das Organizações de Direitos Musicais Coreanas. O movimento alerta que os próximos 24 meses serão decisivos para a sobrevivência dos criadores locais diante da revolução da inteligência artificial.
"Os próximos dois anos são cruciais para o futuro da indústria musical coreana", afirmou o presidente do comitê, Lee Si-ha, durante o evento de lançamento em Seul. "Respostas individuais de organizações separadas não conseguirão deter essa onda massiva de mudanças. Toda a indústria precisa se unir."
A coalizão reúne entidades que representam praticamente todo o ecossistema musical coreano: Associação Coreana de Direitos Autorais Musicais (KOMCA), Associação Coreana de Conteúdo Musical, Federação Coreana de Intérpretes Musicais, Associação da Indústria Fonográfica Coreana, Associação Coreana de Produtores de Entretenimento e Associação Together Music Copyright.
Juntas, elas adotaram uma "Declaração de Direitos Musicais da Era da IA" que exige três proteções essenciais: proibição do treinamento de IA sem consentimento dos criadores, transparência obrigatória nos processos de geração por IA e distinções legais claras entre obras humanas e obras geradas por inteligência artificial.

