Um incêndio ocorrido na noite desta terça-feira (27), por volta das 21h, atingiu de seis a sete barracos na comunidade do Dique da Vila Gilda, na zona noroeste de Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não há registro de mortos ou feridos. As chamas consumiram uma área de cerca de 300 metros quadrados (m²), mobilizando 30 bombeiros no combate, que contou com o apoio de moradores locais.
Em publicação em rede social, o prefeito de Santos, Rogerio Santos, agradeceu aos bombeiros e à comunidade. "Meu agradecimento ao Corpo de Bombeiros e à própria comunidade, que se uniu com solidariedade e coragem para evitar que o fogo se alastrasse. Em momentos difíceis, a união faz toda a diferença", escreveu o gestor.
Esta não é a primeira vez que a comunidade, com população estimada em cerca de 25 mil pessoas, enfrenta situações como esta. Em 2023, o Dique da Vila Gilda passou por dois incêndios de grandes proporções. O maior deles, ocorrido em agosto, destruiu 100 residências, parte delas em palafitas, resultando na morte de uma pessoa e afetando 331 famílias. Destas, 33 tiveram que ser encaminhadas para um abrigo temporário.
Em outubro do ano passado, a prefeitura de Santos firmou com o governo federal um contrato de cooperação técnica para a regularização fundiária em áreas pertencentes à União no Dique da Vila Gilda. Esta é uma das etapas para a reurbanização da parte mais crítica da comunidade, que abrange cerca de 4.600 imóveis.
Segundo o município, o próximo passo é a criação de um comitê gestor com integrantes designados pela prefeitura e pela União. Este grupo será responsável por operacionalizar o plano de trabalho e elaborar o projeto para a regularização fundiária, que inclui a implementação de saneamento básico, a regularização de ligações elétricas e a abertura de ruas.
Parte do projeto de reurbanização do bairro é o Parque Palafitas, que constrói unidades de madeira com painéis pré-moldados sobre uma quadra de concreto, similar às usadas em terminais portuários, instalada sobre 212 estacas. O projeto tem custo estimado em cerca de R$ 29 milhões. Além disso, mais 60 moradias serão construídas com estrutura modular na Vila Gilda, ao custo de R$ 22 milhões, visando oferecer condições mais seguras e dignas para os moradores.

