INTRODUÇÃO

Quando uma startup anunciou planos de recriar cenas perdidas do clássico "The Magnificent Ambersons" de Orson Welles usando IA generativa, a reação inicial foi de ceticismo. O projeto parecia destinado a irritar cinéfilos sem oferecer valor comercial claro. No entanto, um perfil detalhado do The New Yorker revela motivações mais profundas por trás da iniciativa.

DESENVOLVIMENTO

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Edward Saatchi, fundador da startup Fable, explica que o projeto nasce de um genuíno amor pelo trabalho de Welles. Criado em uma família apaixonada por cinema, ele assistiu "Ambersons" aos doze anos e sempre viu o filme como o "Santo Graal do cinema perdido". A obra sofreu cortes drásticos de 43 minutos após uma prévia desastrosa, ganhando um final feliz forçado antes de ter as cenas originais destruídas para liberar espaço nos arquivos do estúdio.

A Fable não está sozinha nessa busca. Colabora com o cineasta Brian Rose, que já dedicou anos tentando reconstruir as cenas usando animação baseada no roteiro, fotografias e anotações de Welles. A abordagem com IA representa uma nova frente nessa jornada de décadas para resgatar o que o próprio diretor considerava superior a "Cidadão Kane".

CONCLUSÃO

Mais do que um experimento tecnológico, o projeto revela como a inteligência artificial está sendo mobilizada para tentar corrigir erros históricos da indústria cinematográfica. Embora os resultados permaneçam incertos, a iniciativa demonstra que a paixão pelo patrimônio cultural pode impulsionar aplicações inesperadas da IA, desafiando noções sobre o que é possível recuperar do passado.