A música eletrônica brasileira ganhou um fenômeno recente: "Sina de Ofélia", versão criada por inteligência artificial baseada em "The Fate of Ophelia", de Taylor Swift, mas com letra inédita em português e voz que mistura a cantora norte-americana com Dilsinho.

O remix de maior sucesso foi produzido pelo DJ EME, que viralizou organicamente nas redes sociais com milhões de visualizações. Em entrevista à Billboard Brasil, o artista explicou que a voz foi gerada sinteticamente, mas o sucesso da faixa está na intenção humana por trás da obra.

"A inteligência artificial é um meio, ela não é o sentimento", defendeu EME. "Ela está vindo para ampliar o que nós, humanos, podemos fazer". O produtor revelou que a letra não foi criada por algoritmos, mas escrita por um compositor que usou a ferramenta para dar voz ao texto, escolhendo timbres que remetem a grandes nomes da música brasileira.

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Para o DJ, a resistência ao uso de novas tecnologias pode limitar as possibilidades de produção no mercado atual. Ele argumenta que a IA já está inserida no cotidiano dos produtores através de sintetizadores e samples, e quem não se adaptar ficará para trás na evolução do setor.