O governo federal deve convocar mais 7 mil aprovados em concursos públicos para ocuparem vagas no Executivo Federal ao longo deste ano. A afirmação foi feita pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, nesta quinta-feira (2). Desse total, estão incluídos os mais de 3,6 mil candidatos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).

De acordo com a ministra, também poderão ser chamados, durante todo este ano, os candidatos excedentes que aguardam em cadastro reserva de outros concursos, aguardando novas oportunidades de serem convocados para o serviço público federal. "Todos os concursos homologados antes do defeso, os aprovados podem ser chamados durante o período eleitoral. O que você não pode é aprovar um concurso novo durante o período eleitoral", explicou Esther Dweck.

Entre as prioridades de convocação estão a carreira da Polícia Federal e outras carreiras oferecidas na primeira edição do CPNU, além dos 1.860 convocados no mês de março para ocuparem tanto as vagas originalmente previstas em edital quanto aquelas autorizadas posteriormente. "A nossa expectativa é que este ano tenha uma entrada gigantesca de pessoas aprovadas em concursos já autorizados", reforçou a ministra.

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Para os candidatos que forem convocados a ocuparem cargos sem lotação definida, haverá uma etapa anterior à nomeação com a publicação de editais de lotação e um prazo até a posse. "A gente está combinando com os órgãos que quando for publicar o edital de lotação vai ter um tempo antes do processo de nomeação, para as pessoas poderem ter um tempo de se organizarem familiarmente e poderem se deslocar para o local que vão trabalhar", esclareceu Esther Dweck.

Segundo a ministra, novos concursos deverão ser homologados até o mês de junho, mas serão poucos. "Semana que vem a gente vai fazer um balanço. Vou levar à Casa Civil e à Presidência [da República] para a gente bater o martelo e anunciar as novas autorizações", disse Esther Dweck, sem detalhar quais órgãos serão contemplados.

As convocações fazem parte do esforço do governo federal para recompor a capacidade do Estado, conforme destacado em notícias relacionadas. A medida ocorre em um contexto de avanço da indústria nacional, que registrou crescimento de 0,9% em fevereiro, e de mudanças no Imposto de Renda previstas para 2026.