O governo federal instituiu um grupo de trabalho (GT) para acompanhar e integrar as ações federais nas áreas do Paraná atingidas por tornados que causaram estragos significativos em diversas localidades. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (5), tem como objetivo principal articular os esforços entre órgãos federais e autoridades locais para lidar com as consequências dos ventos que chegaram a 250km/h.
A criação do grupo está formalizada na Portaria 123/2025, que estabelece uma duração inicial de 90 dias para as atividades, com possibilidade de prorrogação caso a situação exija. O foco do trabalho será nas regiões afetadas, incluindo municípios como Rio Bonito do Iguaçu, que sofreu danos consideráveis e já iniciou seus próprios trabalhos de reconstrução.
De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), o GT será composto por representantes de três órgãos federais estratégicos: a Casa Civil, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e a Secretaria de Relações Institucionais. Esta última será responsável pela coordenação geral dos trabalhos, garantindo que as ações sejam bem alinhadas e eficientes.
A principal função do grupo será promover a articulação político-institucional entre os diferentes níveis de governo. Isso inclui o governo federal, o governo do estado do Paraná e as prefeituras dos municípios atingidos. A Secom destacou que o objetivo é "promover o alinhamento das ações do governo federal localmente e atuação na mediação e solução de eventuais divergências institucionais ou impasses burocráticos".
A iniciativa surge em um contexto onde o governo já havia garantido verbas e serviços emergenciais para as áreas afetadas. A criação do GT representa um passo adicional para assegurar que esses recursos e ações sejam implementados de forma coordenada, evitando sobreposições ou lacunas no atendimento às populações afetadas.
Com ventos de intensidade rara para a região, os tornados causaram destruição em propriedades, infraestrutura e deixaram comunidades em situação de vulnerabilidade. A atuação do grupo de trabalho será crucial para agilizar processos, desburocratizar o acesso a auxílios e garantir que a reconstrução ocorra de maneira organizada e eficaz.
A expectativa é que, nos próximos 90 dias, o GT consiga estabelecer um fluxo de trabalho integrado que permita não apenas o atendimento imediato, mas também o planejamento de ações de médio e longo prazo para a recuperação completa das áreas atingidas.

