O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (11) um pacote de investimentos de R$ 4,64 bilhões para ampliar e modernizar 11 aeroportos em quatro estados brasileiros. A iniciativa, financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tem como objetivo aumentar a capacidade operacional da infraestrutura aeroportuária e conectar áreas produtivas do interior aos grandes centros urbanos.

De acordo com informações do Palácio do Planalto, os aeroportos beneficiados estão localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais. A lista inclui o movimentado aeroporto de Congonhas, na capital paulista, além de terminais em Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá, Santarém, Marabá, Carajás, Altamira, Uberlândia, Uberaba e Montes Claros.

O Ministério de Portos e Aeroportos destacou em nota que a proposta é elevar significativamente a capacidade operacional, especialmente no aeroporto de Congonhas, que passará de uma capacidade atual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros por ano. "Os investimentos também contemplam terminais nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, conectando áreas produtivas do interior a grandes centros", completou a pasta.

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A estimativa do governo federal é que, durante a implantação do projeto, sejam gerados mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. Esse movimento ocorre em um contexto de crescimento do setor aéreo no país. Dados recentes mostram que o número de passageiros em aeroportos brasileiros teve um aumento de 9,4% em 2025, refletindo a retomada da demanda por viagens e a necessidade de infraestrutura adequada.

Os investimentos anunciados fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo para o setor de aviação. O Ministério de Portos e Aeroportos já havia informado previamente sobre a realização de 40 leilões de infraestrutura programados para 2026, indicando um esforço contínuo para atrair recursos privados e melhorar a malha aérea nacional.

Além dos impactos econômicos e na geração de empregos, a modernização dos aeroportos deve trazer benefícios logísticos e de integração regional. Terminais como os do Pará, por exemplo, são fundamentais para escoar a produção agropecuária e mineral da região Norte, enquanto os aeroportos mineiros e sul-mato-grossenses reforçam a conexão de importantes polos do agronegócio com o resto do país.

O anúncio ocorre em meio a outras iniciativas do governo federal em infraestrutura e serviços públicos. Recentemente, o Rio de Janeiro, por exemplo, ampliou a vacinação para parques e aeroportos até 12 de fevereiro, demonstrando a multifuncionalidade desses espaços como pontos estratégicos para políticas públicas.

Com os recursos do BNDES, a expectativa é que as obras nos 11 aeroportos comecem ainda este ano, seguindo cronogramas a serem detalhados pelas concessionárias e pelo poder público. O pacote representa um dos maiores investimentos em infraestrutura aeroportuária dos últimos anos e deve contribuir para reduzir gargalos e melhorar a experiência dos passageiros em rotas domésticas essenciais.