O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), deu mais um passo importante na modernização das rodovias do interior do estado. Na última sexta-feira (2), foi republicado o edital da concessão do Lote Rota Mogiana, um projeto que promete transformar mais de 500 quilômetros de estradas paulistas. A republicação não é apenas uma formalidade, mas sim a consolidação de ajustes técnicos realizados após um amplo processo de diálogo com a sociedade, gestores municipais e especialistas do setor.

De acordo com a SPI, o projeto recebeu nada menos que 284 contribuições da sociedade civil, que foram cuidadosamente analisadas pelas equipes técnicas da própria secretaria e da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Essas sugestões foram incorporadas ao edital, resultando em ajustes que envolvem parâmetros contratuais e operacionais. O objetivo, segundo o governo, é fortalecer o projeto e garantir que os investimentos previstos realmente saiam do papel, trazendo mais segurança jurídica ao contrato sem alterar o conjunto de obras planejadas para a região.

Com a republicação, o cronograma do leilão segue firme: está mantido para o dia 27 de fevereiro de 2026, na B3, em São Paulo. Isso significa que, daqui a pouco mais de um ano, será definida a empresa que vai tocar a frente essa empreitada bilionária. O projeto da Rota Mogiana é ambicioso: são 520 quilômetros de extensão, com previsão de R$ 9,3 bilhões em investimentos. O dinheiro será aplicado em uma série de melhorias, incluindo duplicações, terceiras faixas, marginais, acostamentos, passarelas, dispositivos de acesso, ciclovias e até o contorno viário de Águas da Prata. A futura concessionária terá a responsabilidade de operar, manter e ampliar essa malha viária por um período de 30 anos.

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Essa iniciativa se insere em um contexto em que São Paulo já se destaca nacionalmente pela qualidade de suas rodovias. Dados da mais recente Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelam que 14 das 20 rodovias mais bem avaliadas do Brasil estão em território paulista, sendo que 11 delas são concedidas. O levantamento considera critérios técnicos como qualidade do pavimento, sinalização e geometria da via, o que reforça o bom desempenho do estado em termos de segurança viária e eficiência operacional. Não por acaso, o estado tem quase 80% de sua malha rodoviária considerada ótima e boa, o maior percentual do país.

Além dos evidentes benefícios em infraestrutura e segurança, a concessão da Rota Mogiana é vista como um catalisador para o desenvolvimento econômico regional. A expectativa é que o projeto gere empregos diretos e indiretos e tenha impactos positivos em setores estratégicos como logística, agricultura, comércio e serviços nas cidades atendidas pela malha. Melhores estradas significam redução de custos de transporte, maior fluidez no escoamento da produção e, consequentemente, mais competitividade para a economia do interior paulista.

O projeto não está isolado. Ele integra o SP pra Toda Obra, considerado o maior programa rodoviário da história do Estado de São Paulo. Com mais de R$ 30 bilhões em investimentos previstos e 1.500 intervenções planejadas em 22 mil quilômetros de rodovias – tanto públicas quanto concedidas –, o programa tem a meta de levar melhorias para todos os cantos do estado. A republicação do edital da Rota Mogiana, com os ajustes decorrentes da participação social, mostra que o governo busca não apenas executar obras, mas fazê-lo com transparência e ouvindo a população, na tentativa de garantir que os investimentos atendam às reais necessidades da região e sejam executados com a máxima eficiência.