Um quarto de século antes de o mundo se dividir entre amantes e haters dos grupos formados por inteligência artificial, o Gorillaz fincava bandeira numa proposta inédita: criar uma banda com músicos de verdade, representada por personagens de cartoon. Se parecia zoeira no começo, a 'banda virtual' formada por um músico britânico e um quadrinista visionário se tornaria um dos fenômenos mais duradouros e artisticamente relevantes da música mundial.

Prestes a completar 25 anos de carreira, Damon Albarn e Jamie Hewlett, os humanos por trás dos personagens 2D, Murdoc Niccals, Russel Hobbs e Noodle, lançam nesta sexta-feira (27) seu 9º álbum, 'The Mountain', provando que o projeto nunca foi brincadeira – apesar de atrair cada vez mais crianças e adolescentes entre seus fãs.

Nessas mais de duas décadas, o Gorillaz construiu um império: vendeu milhões de discos, conquistou prêmios Grammy e Brit Awards, fez turnês de sucesso mundo afora e, mais importante, construiu uma ponte musical entre gerações, gêneros e continentes. Agora, com 'The Mountain', a banda entrega sua obra mais pessoal e espiritualmente ambiciosa.

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A gênese do álbum remonta a um período de perdas profundas para ambos os criadores. Damon viajou para Varanasi, a antiga cidade indiana sagrada para o hinduísmo, para espalhar as cinzas de seu pai, experiência que moldou profundamente o novo trabalho. O resultado é um disco que explora temas de morte, renascimento e transcendência, mantendo a mistura característica de estilos que sempre definiu o som do Gorillaz.