A Polícia Federal (PF) está investigando um furto de materiais de pesquisa que ocorreu no fim de semana nas dependências do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo. O caso, considerado grave pela universidade, levou à interdição temporária dos laboratórios de pesquisa da unidade como medida preventiva, enquanto as aulas de graduação e atividades nos laboratórios de ensino seguem normalmente.
Em nota publicada nesta segunda-feira (23), a reitoria da Unicamp informou que, "em razão da gravidade do fato e da natureza do patrimônio científico envolvido", acionou a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para conduzir as investigações e realizar os procedimentos periciais necessários. A universidade destacou que não divulgou o tipo de material furtado nem outras informações específicas sobre o caso "para não comprometer o andamento das investigações".
Segundo a nota oficial, a Unicamp está tomando todas as medidas cabíveis e colaborando integralmente com as autoridades. "Os possíveis envolvidos na ocorrência serão responsabilizados, conforme previsto na legislação vigente", afirmou a instituição. Procurada pela Agência Brasil, a Anvisa informou que estava levantando mais informações sobre o caso, mas não detalhou seu envolvimento específico na investigação.
O furto na Unicamp ocorre em um contexto de preocupação com a segurança em instituições de pesquisa brasileiras. No início deste ano, um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, foi alvo de um assalto onde criminosos renderam vigilantes e roubaram materiais do local. Esses incidentes destacam desafios na proteção de patrimônio científico e levantaram questões sobre a segurança em centros de pesquisa nacionais.
A interdição temporária dos laboratórios de pesquisa na Unicamp, embora preventiva, pode impactar projetos em andamento, especialmente aqueles com prazos apertados ou que dependem de experimentos contínuos. No entanto, a universidade garantiu que as atividades de ensino não foram afetadas, mantendo o funcionamento normal das aulas de graduação e dos laboratórios de ensino.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que deve analisar imagens de câmeras de segurança, coletar evidências e ouvir testemunhas. A natureza científica dos materiais furtados sugere que o crime pode ter motivação específica, possivelmente relacionada ao valor comercial ou estratégico desses itens, embora as autoridades não tenham confirmado essa hipótese publicamente.
Enquanto isso, a comunidade científica aguarda mais informações sobre o caso e as medidas de segurança que serão implementadas para prevenir futuros incidentes. A Unicamp, uma das principais universidades de pesquisa do Brasil, tem histórico de contribuições significativas em diversas áreas da ciência, tornando a proteção de seu patrimônio científico uma prioridade nacional.

