INTRODUÇÃO

O BKR Capital, gestora de venture capital canadense, anunciou o fechamento de US$ 14,5 milhões para seu Fundo II, aproximando-se da meta de US$ 36 milhões. O foco está em empresas de tecnologia de alto crescimento lideradas por fundadores da comunidade negra, com soluções para o futuro do trabalho, vida e conectividade global, segundo a managing partner Lise Birikundavyi.

DESENVOLVIMENTO

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A gestora, com sede em Toronto, opera principalmente no Canadá, mas está aberta a investir globalmente. Os aportes médios variam de US$ 250 mil a US$ 1,5 milhão. Birikundavyi destaca que quase 70% da população negra no Canadá é de imigrantes de primeira ou segunda geração, o que resulta em fundadores com visão global desde o início, facilitando o acesso a mercados internacionais e criando vantagens na escalabilidade.

Enquanto muitas firmas dos EUA evitam associar-se a missões de diversidade, equidade e inclusão (DEI), o BKR Capital não compartilha esse receio. Birikundavyi afirma que no Canadá há uma recontextualização, com investidores priorizando discussões sobre desempenho, mas mantendo o foco em oportunidades subjacentes. Ela vê isso menos como DEI e mais como "arbitragem de investimento", onde expandir o acesso a fundadores negligenciados revela negócios de alta qualidade.

CONCLUSÃO

A tese da gestora baseia-se na crença de que mercados ignorados e experiências diversas podem desbloquear oportunidades de venture capital significativas. Com o Fundo I de 2021 performando melhor que 75% dos fundos do mesmo período, o BKR Capital demonstra que investimentos inclusivos são benéficos para o ecossistema e oferecem potenciais oportunidades lucrativas, reforçando a viabilidade desse modelo no cenário canadense.