Na tarde da quarta-feira, 9 de julho, a Câmara Municipal de Apucarana foi palco de uma importante articulação institucional em prol da saúde mental e do enfrentamento à violência. A Procuradoria da Mulher, comandada pela vereadora Eliana Rocha (PSD), recebeu a visita da coordenadora do CAPS Infantojuvenil, Dayene Gatto Altoé, representante também da área de Saúde Mental da Autarquia Municipal de Saúde (AMS). A procuradora-adjunta, Denise Canesin, também participou do encontro. O objetivo principal da reunião foi alinhar estratégias entre os órgãos públicos para potencializar os atendimentos às mulheres em situação de violência e, de forma interligada, às crianças e adolescentes que acabam sendo impactados por essas vivências familiares traumáticas. A proposta, segundo as representantes, é garantir que o acolhimento seja mais humano, ágil e, sobretudo, integrado — articulando a rede de proteção que já atua no município. “Essa conversa me inspirou muitas ideias”, comentou Dayene Altoé. “Fui recebida com muito carinho, respeito e abertura. A gentileza da vereadora Eliana e da Denise me emocionou. É esse tipo de articulação que fortalece a rede e qualifica o atendimento que o CAPS oferece todos os dias”, completou. A Procuradoria da Mulher tem atuado com protagonismo na construção de pontes entre diferentes instituições que atendem, direta ou indiretamente, as vítimas de violência de gênero. Para a vereadora Eliana Rocha, que lidera o órgão, o fortalecimento da rede é um dever político e humano. “O diálogo entre os serviços é fundamental para garantir que ninguém fique desassistido”, destacou a parlamentar. “Essa aproximação é essencial, porque estamos falando de instituições que lidam com realidades muitas vezes entrelaçadas. Precisamos estar afinadas para oferecer respostas mais rápidas, eficazes e humanizadas à população”, afirmou Eliana. A procuradora-adjunta, Denise Canesin, também ressaltou a importância de pensar o cuidado de forma coletiva. “É impossível enfrentar a violência e suas consequências sem uma visão sistêmica. Quando um serviço conhece e confia no outro, o encaminhamento se torna mais eficaz. É isso que estamos buscando”, pontuou. A troca de experiências e a escuta ativa foram pontos centrais da reunião. Dayene Gatto Altoé compartilhou os desafios vividos pelo CAPS infantojuvenil, que atende crianças e adolescentes em sofrimento psíquico, muitas vezes afetados por contextos familiares de violência doméstica, negligência ou abandono. Ela destacou a importância de ter a saúde mental como uma prioridade, sobretudo no cuidado com mulheres em situação de vulnerabilidade, que frequentemente são as cuidadoras principais de crianças também adoecidas emocionalmente. “O sofrimento mental de uma mãe reverbera nos filhos, e vice-versa. Quando conseguimos cuidar da mulher, muitas vezes conseguimos proteger e tratar o núcleo familiar como um todo”, explicou. A atuação em rede, segundo Dayene, não só amplia a efetividade dos atendimentos, como também alivia a sobrecarga dos serviços, que passam a operar de forma mais coordenada e estratégica. Entre os encaminhamentos do encontro, ficou definida a continuidade do diálogo entre as equipes técnicas dos serviços, com possibilidade de agendas conjuntas, capacitações intersetoriais e compartilhamento de informações sobre fluxos e protocolos de atendimento. A intenção é que a Procuradoria da Mulher, o CAPS, o CREAS, o CRAS, o Conselho Tutelar e demais órgãos que compõem a rede de proteção possam atuar de maneira cada vez mais sincronizada. A busca é por um cuidado mais humanizado e menos burocrático — uma resposta mais empática às urgências emocionais das vítimas. Apucarana, que já conta com políticas públicas reconhecidas na área de assistência social e saúde, pretende avançar ainda mais na integração dessas frentes. Para Eliana Rocha, o compromisso é permanente. “Vamos continuar unindo forças. Esse é um trabalho coletivo e contínuo. Cada conversa como essa é um passo a mais na direção de uma cidade mais justa e acolhedora”, finalizou. Rede de Apoio Psicossocial em Apucarana A parceria entre a Procuradoria da Mulher e o CAPS é mais do que institucional — é um gesto de empatia e compromisso com quem mais precisa. E em tempos de tanta urgência emocional, esse gesto vale ouro.
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