Em meio a uma polêmica que se arrasta desde março de 2026, João Marcello Bôscoli, filho da lendária cantora Elis Regina, voltou a defender publicamente o projeto de remixagem e remasterização do álbum "Elis" (1973). A iniciativa, lançada para marcar os 81 anos de nascimento da artista, busca atualizar tecnicamente as gravações originais feitas em condições analógicas nos anos 1970.
Em entrevista ao podcast "Desculpe Incomodar", Bôscoli respondeu às críticas feitas por César Camargo Mariano, ex-marido de Elis e renomado músico. O produtor afirmou que as decisões sobre o catálogo da artista cabem exclusivamente aos herdeiros - ele e seus irmãos - e minimizou o impacto das declarações do ex-marido da cantora. "Negócio de música é o único negócio em que você paga a conta e fica tomando bronca. Eu devo satisfação ao meu irmão e à minha irmã", declarou.
O projeto reacendeu um debate sobre os limites da intervenção em obras clássicas da música brasileira. Bôscoli detalhou as motivações técnicas por trás da iniciativa, citando problemas no material original que incluíam distorções nas gravações do contrabaixo de Luizão e na própria voz de Elis Regina. A discussão continua a dividir opiniões entre puristas que defendem a preservação integral das obras originais e aqueles que veem valor na atualização técnica para novas gerações de ouvintes.

