INTRODUÇÃO

Uma campanha massiva de hacking contra usuários de iPhone na Ucrânia e na China utilizou ferramentas originalmente desenvolvidas para agências de inteligência ocidentais. O kit de espionagem, conhecido como "Coruna", foi criado por uma contratada militar dos Estados Unidos, mas acabou vazando para grupos hostis, incluindo espiões do governo russo e criminosos cibernéticos chineses.

DESENVOLVIMENTO

Publicidade
Publicidade

Pesquisas da Google e da empresa de segurança iVerify revelaram que o toolkit "Coruna" foi usado em ataques globais ao longo de 2025. Composto por 23 componentes diferentes, ele foi inicialmente empregado em "operações altamente direcionadas" por um cliente governamental não identificado de um "fornecedor de vigilância". Ex-funcionários da contratada militar L3Harris confirmaram à TechCrunch que a ferramenta foi desenvolvida, pelo menos em parte, pela divisão Trenchant da empresa. Os espiões russos utilizaram o "Coruna" contra um número limitado de ucranianos, enquanto criminosos chineses o empregaram em campanhas em larga escala para roubar dinheiro e criptomoedas.

CONCLUSÃO

O caso expõe o risco do vazamento de ferramentas de vigilância de alto nível para atores mal-intencionados. A origem americana do "Coruna" e seu desvio para ataques contra aliados e civis destacam falhas críticas no controle de tecnologias sensíveis, com sérias implicações para a segurança cibernética global.