O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu, nesta quarta-feira (11), um homem de 27 anos suspeito de envolvimento em um roubo ocorrido na Universidade de São Paulo (USP). A detenção foi realizada no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, marcando um avanço nas investigações sobre o crime que chocou a comunidade acadêmica.

Segundo a Polícia Civil, o indivíduo é suspeito de participar do assalto que aconteceu na madrugada do dia 1º de janeiro, no Instituto de Energia e Ambiente da universidade. Na ocasião, ele e comparsas, todos armados, renderam os vigilantes e subtraíram uma grande quantidade de cobre e equipamentos eletrônicos, causando prejuízos significativos à instituição.

As investigações revelaram que o homem preso era ex-funcionário terceirizado da USP, o que lhe dava acesso privilegiado às áreas restritas do campus. Sua identificação foi possível graças a uma combinação de evidências, incluindo imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e uma minuciosa análise de dados telefônicos, que ajudaram a traçar sua conexão com o crime.

Publicidade
Publicidade

Com a prisão em flagrante, o suspeito foi levado para a delegacia e agora permanece à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas do processo legal. Enquanto isso, as diligências policiais continuam a todo vapor, com o objetivo de identificar os demais envolvidos na quadrilha e recuperar os itens furtados, que incluem materiais valiosos como o cobre, frequentemente alvo de furtos por seu alto valor no mercado informal.

O caso está sendo registrado no Deic sob a rubrica de associação criminosa, o que destaca a natureza organizada do crime. A polícia acredita que a ação foi planejada, aproveitando o conhecimento interno do ex-funcionário para burlar a segurança da universidade. A USP, por sua vez, reforçou que está cooperando com as autoridades e revisando seus protocolos de segurança para evitar incidentes semelhantes no futuro.

Esse episódio serve como um alerta sobre os desafios de segurança em grandes instituições públicas, especialmente em períodos de menor movimentação, como feriados. A comunidade espera que a prisão ajude a desmantelar redes criminosas que visam patrimônios educacionais e científicos, essenciais para o desenvolvimento do país.