A desigualdade de gênero na indústria musical brasileira continua alarmante, segundo o estudo "Por Elas Que Fazem a Música" da União Brasileira de Compositores (UBC). Os dados de 2026 mostram que as mulheres recebem apenas 10% do total distribuído de direitos autorais no país, um percentual que revela estagnação na busca por equidade.

Além da disparidade financeira, o levantamento aponta a persistência de discriminação e assédio, desafios que limitam o avanço feminino no setor. Entre os 100 maiores arrecadadores da UBC, apenas 11 são mulheres, evidenciando a baixa representatividade no topo da cadeia de arrecadação.

Embora a melhor colocação feminina tenha avançado do 21º para o 16º lugar, indicando que as mulheres que chegam ao topo estão melhor posicionadas, a presença ainda é pequena. A análise por categoria mostra que as autoras concentram 73% do total recebido pelas mulheres, enquanto versionistas e produtoras fonográficas têm apenas 1% cada.

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As intérpretes correspondem a 23% e as músicas executantes a 2%, demonstrando que, apesar de avanços pontuais, a presença feminina precisa ser fortalecida em diversas áreas do setor musical brasileiro.