Espetáculo leva humor, arte e inclusão ao Cine Teatro Fênix
"Qual a Graça de Laurinda?" encanta plateias em Apucarana com humor, acessibilidade e valorização da cultura circense
Foto: Arquivo
O tradicional Cine Teatro Fênix, em Apucarana, foi palco de um espetáculo que mescla riso, poesia e inclusão:“Qual a Graça de Laurinda?”, apresentado nesta terça e quarta-feira (10 e 11 de junho), lotou a plateia em duas sessões que arrancaram gargalhadas e emocionaram crianças e adultos. A iniciativa teve o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal, além de contar com patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, via recursos da Lei Paulo Gustavo e do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura.
Voltado especialmente para alunos da rede municipal de ensino e para o público da APAE de Apucarana, o espetáculo reafirma a proposta da atual gestão em democratizar o acesso à cultura e formar novas plateias. “Um projeto muito legal. Foram duas apresentações com platéia lotada. Uma montagem com recursos estaduais e federais com o objetivo de manter viva a tradição do circo. Um espetáculo muito engraçado, lúdico e de muita inclusão”, destacou Rodrigo “Recife” Liévore, secretário de Cultura e Turismo do município.
Segundo ele, a iniciativa integra uma política cultural mais ampla que vem sendo estruturada em Apucarana, pautada na valorização de diferentes linguagens artísticas. “É uma orientação do prefeito Rodolfo Mota, que entende a cultura como ferramenta de cidadania. O objetivo é fomentar e promover as artes em todas as suas formas, estimulando principalmente as novas gerações a vivenciarem experiências culturais enriquecedoras”, complementou.
Criado pela companhiaTriolé Cultural, o espetáculo“Qual a Graça de Laurinda?”– também conhecido como“Palhaços da Triolé”– traz à cena dois personagens carismáticos: Lambreta e Mereceu. Os dois palhaços disputam, de forma inusitada, o amor de Laurinda, uma personagem que só existe no papel, como estrela fictícia da capa do jornal “Tribuna do Riso”.
O duelo amoroso ganha contornos absurdos e hilários, com cenas que envolvem corrida de dois metros rasos, uma inusitada aula de balé, combate de boxe e até striptease. Tudo isso embalado pela linguagem universal do riso, que tanto diverte quanto emociona.
A peça também se destaca pelo compromisso com a acessibilidade: todas as apresentações contaram com intérprete de Libras e monitores para garantir que ninguém ficasse de fora da experiência. Um gesto que reforça o caráter inclusivo da ação cultural.
A montagem marca o início da trajetória do grupoTriolé, que há mais de 15 anos percorre o Brasil com o espetáculo. Já foram mais de 200 apresentações em escolas, teatros e praças públicas, alcançando milhares de espectadores de diferentes idades e origens.
O grupo se destaca por sua proposta de resgatar e renovar a arte circense tradicional, sempre com forte apelo popular, respeito às diversidades e valorização da linguagem do palhaço como expressão artística legítima. A longevidade e popularidade do espetáculo são reflexo da sua capacidade de se reinventar e dialogar com públicos diversos, sempre com muito humor e sensibilidade.
Além da apresentação, a trupe ofereceu, na tarde de quarta-feira (11), umaOficina de Palhaçariavoltada ao público infantil, realizada também no Cine Teatro Fênix. A proposta foi introduzir as crianças ao universo cômico do palhaço por meio de jogos, expressões corporais e improvisações, estimulando a criatividade, a empatia e o trabalho em grupo.
A oficina foi recebida com entusiasmo pelos pequenos, que participaram ativamente das atividades e puderam, por algumas horas, se sentir artistas de verdade. A ação educativa complementa a proposta do espetáculo e reforça o papel da cultura como instrumento de transformação social.
Iniciativas como essa mostram que o investimento em cultura vai além do entretenimento: promove inclusão, educação e fortalece laços comunitários. “Levar espetáculos como este às nossas crianças é também uma forma de semear sonhos, despertar talentos e fazer com que elas se sintam parte do processo artístico”, afirmou Rodrigo Liévore.
Apucarana segue, assim, firmando-se como um polo de valorização da cultura popular e do acesso democrático às artes. Com uma programação diversificada, que busca descentralizar os eventos e alcançar diferentes públicos, a cidade se torna exemplo de como políticas públicas culturais podem transformar realidades.
Serviço:
Fonte:
Arquivo Histórico

