As escolas públicas do Paraná estão ganhando uma nova cara, mais sustentável e econômica, graças a um amplo projeto de instalação de sistemas de geração solar. As obras de infraestrutura avançam em diversas regiões do estado, integrando o Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel, que vai beneficiar 200 instituições municipais e estaduais de ensino. O investimento total previsto é de R$ 23 milhões, trazendo não apenas economia na conta de luz, mas também mais conforto para professores e alunos e uma lição prática sobre sustentabilidade.
Dessas 200 escolas, 155 receberão sistemas próprios de geração solar, além da substituição de equipamentos elétricos antigos. As outras 45 serão contempladas exclusivamente com a troca de equipamentos, devido a limitações estruturais. No total, estão previstas a instalação de 6.467 placas fotovoltaicas e a substituição de 246 geladeiras, 196 aparelhos de ar-condicionado e 10.540 lâmpadas. A modernização visa tornar o consumo de energia mais eficiente e direcionar os recursos economizados para ações educacionais.
Nesta primeira fase do programa, o sistema fotovoltaico já está sendo implantado em oito escolas da Região Noroeste do Paraná: Ana Neri, no município de Perobal; Pequeno Príncipe e Arthur da Costa e Silva, em Esperança Nova; João XXIII, em Alto Piquiri; Petrônio Portela e João Batista de Melo, em São Jorge do Patrocínio; Tiradentes, em Cafezal do Sul, e Criança Feliz, em Brasilândia do Sul. A previsão é de que todas as obras de melhoria sejam concluídas até 2027.
O gerente-executivo de Inovação da Copel, Rafael Eichelberger, destaca que a instalação das placas fotovoltaicas é um passo importante no processo de modernização da infraestrutura escolar. "Ao levar geração solar e equipamentos eficientes para dentro das unidades de ensino, criamos ambientes mais confortáveis e permitimos que as escolas direcionem os recursos economizados na conta de luz diretamente para ações educacionais", afirma.
As comunidades escolares têm aprovado a iniciativa. No Centro Municipal de Educação Infantil Pequeno Príncipe, em Esperança Nova, a diretora Neuzeli Duenha Bogas Simões vê ganhos financeiros e pedagógicos, além do impacto ambiental positivo. "Os estudantes aprendem, na prática, sobre a importância de cuidar do meio ambiente e de utilizar os recursos naturais de forma consciente. Vai além do benefício econômico: é um compromisso com o futuro, com a educação ambiental e com a formação de cidadãos mais conscientes", diz ela.
Aparecida Josefina Rondis, diretora-geral do Colégio Estadual Papa João XXIII, em Alto Piquiri, ressalta a relevância social e educacional do projeto. "Esta ação demonstra o compromisso da Copel com a sustentabilidade, uma iniciativa que já vem sendo trabalhada em nossa escola, especialmente no Ensino Médio. Com a instalação desses equipamentos, teremos redução de custos e um importante incentivo à educação ambiental, contribuindo para a formação de estudantes mais conscientes e para o desenvolvimento sustentável da comunidade local", explica.
Já Edleusa de Souza Silva Cichocki, diretora da Escola Municipal João Batista de Melo, de São Jorge do Patrocínio, aponta que a redução dos custos com energia elétrica possibilita a ampliação de investimentos em melhorias na estrutura e nas práticas pedagógicas, impactando diretamente a qualidade do ensino. "Esta iniciativa, com forte caráter formativo, insere a sustentabilidade no cotidiano escolar e contribui para a formação de estudantes mais conscientes e comprometidos com o futuro. É uma ação que fortalece a escola como espaço de educação, inovação e responsabilidade social", esclarece.
O Programa de Eficiência Energética tem como objetivo promover o consumo consciente e combater o desperdício de energia elétrica em todos os setores da economia, por meio de ações educativas e do financiamento de projetos que melhoram a eficiência energética. O programa é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A chamada pública destinada a escolas paranaenses selecionou 100 instituições da rede estadual de ensino e outras 100 da rede municipal, com base em critérios como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas, além do consumo de energia e da proporção entre população total e alunos atendidos.

