No dia 26 de abril, Edu Falaschi sobe ao palco do Bangers Open Air ao lado do Angra. Será a primeira vez que o vocalista se reúne com seus companheiros de banda – os guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, o baixista Felipe Andreoli e o baterista Aquiles Priester – desde o Rock in Rio 2011. Mais do que um reencontro, a participação de Falaschi é um capítulo importante de seu renascimento, tanto profissional quanto pessoal.

Ele saiu do Angra por causa dos problemas que teve na voz, que mais tarde descobriu ser refluxo gástrico. Poucos conhecem, no entanto, como ele reconstruiu sua carreira e hoje é referência como artista e também como gerenciador de sua própria obra.

Nascido em São Paulo, Falaschi migrou com a família para Santos. E, como diz nessa entrevista para a Billboard Brasil, quase se tornou um cantor de MPB. “Eu escutava umas fitas que tinham canções de Milton Nascimento, Chico Buarque… Mas o metal acabou falando mais alto.” Um dos fatores que contribuíram muito para essa escolha foi o fato de que Santos tinha uma pujante cena de rock pesado. “Tinha Last Joker, Mr Green e o Charlie Brown Jr., que na época cantava em inglês.”

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O cantor participou de bandas importantes como Symbols e Mitrium, até ser escolhido para integrar o Angra. Mas antes rolou um alarme falso. “Era para eu ter entrado no ‘Fireworks’ porque eles estavam tendo alguns problemas com o Andre Matos, o vocalista original. Mas aí o Andre decidiu ficar”, lembra.