As organizações interessadas em participar do edital Floresta Viva – Terras Indígenas ganharam mais tempo para preparar suas propostas. O prazo de inscrição, que seria encerrado em breve, foi estendido até o dia 27 de fevereiro. A iniciativa, que conta com um investimento total de R$ 8,8 milhões, tem como objetivo financiar projetos de restauração ecológica em terras indígenas, aliando a recuperação ambiental ao fortalecimento econômico e social das comunidades.
O edital é uma chamada pública focada em ações concretas de recuperação de áreas degradadas dentro de territórios indígenas. Segundo as regras estabelecidas, serão selecionadas até quatro iniciativas que serão desenvolvidas nos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão. A escolha dessas regiões não é aleatória: elas abrigam importantes biomas brasileiros, como a Amazônia e o Cerrado, e concentram terras indígenas que enfrentam pressões ambientais significativas.
Os recursos para o edital são aportados por três grandes entidades: a Fundação Bunge, a Agrícola Alvorada e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa parceria entre o setor privado e uma instituição financeira pública de fomento demonstra um alinhamento de esforços em prol da conservação ambiental e do desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas. O BNDES, em particular, tem histórico de atuação em projetos socioambientais, reforçando a credibilidade da iniciativa.
A gestão técnica e financeira do edital está a cargo do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) com vasta experiência na administração de fundos ambientais. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio do site do Funbio, onde estão disponíveis o edital completo, os formulários necessários e todas as orientações para os proponentes.
Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre o processo seletivo, a organização disponibilizou um canal de esclarecimentos. As questões podem ser encaminhadas por meio de um link específico até o dia 7 de fevereiro. Essa janela de tempo permite que as organizações possam sanar suas incertezas antes do fechamento das inscrições, garantindo que as propostas estejam bem fundamentadas e alinhadas aos objetivos do edital.
O Floresta Viva – Terras Indígenas representa uma oportunidade valiosa para avançar na agenda de restauração ecológica no Brasil, especialmente em áreas onde a preservação ambiental está intrinsecamente ligada à cultura e à sobrevivência dos povos originários. Ao prorrogar o prazo, os organizadores demonstram flexibilidade e interesse em receber um número maior de projetos qualificados, potencializando o impacto positivo da iniciativa nos territórios indígenas selecionados.

