O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) deu mais um passo importante para melhorar a mobilidade na Região Metropolitana de Curitiba. Nesta terça-feira (24), a autarquia, vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), formalizou o contrato para a nova duplicação em concreto da Rodovia dos Minérios (PR-092) em Almirante Tamandaré. O investimento total é de R$ 350 milhões, um valor significativo que demonstra o compromisso do governo estadual com a infraestrutura rodoviária.
O trecho que será duplicado tem 8,3 quilômetros de extensão. Ele começa exatamente onde termina a obra de duplicação anterior, cuja entrega está prevista para a próxima semana, no perímetro urbano do município, e segue até o Jardim Areias. Essa continuidade é fundamental para garantir um fluxo de tráfego mais fluido e seguro, conectando áreas importantes da região.
A nova pista central será construída com pavimento rígido de concreto, uma escolha que oferece maior durabilidade e resistência. Ela terá duas faixas de tráfego em cada sentido, cada uma com 3,6 metros de largura. Para aumentar a segurança, a obra inclui acostamentos externos de 2,5 metros e acostamentos internos de 1 metro, além de uma barreira de concreto entre os sentidos de direção, o que ajuda a prevenir acidentes graves.
Além da pista principal, o projeto prevê a implantação de vias marginais de sentido único. Essas vias terão uma pista de rolamento de 8 metros de largura, uma ciclovia de 2,5 metros e um passeio para pedestres com 2 metros. O pavimento dessas vias marginais será semirrígido, uma técnica em que se adiciona concreto na base da pista, mas a camada de revestimento é de material asfáltico, oferecendo um bom equilíbrio entre custo e desempenho.
Um dos aspectos mais impressionantes da obra é a construção de um total de 13 novos viadutos, divididos em cinco localizações diferentes. A maioria desses viadutos será construída paralelamente para atender os dois sentidos de tráfego, facilitando a passagem e reduzindo congestionamentos. No cruzamento entre a rodovia e a linha férrea, por exemplo, serão construídos cinco viadutos no total: três paralelos que passarão por cima da linha de trem, e dois retornos em desnível, posicionados antes e depois do cruzamento, para melhorar a fluidez do tráfego.
O cronograma da obra está bem definido. Após a emissão da ordem de serviço, estão previstos seis meses para a realização de estudos e levantamentos, além da elaboração do projeto básico e do projeto executivo de engenharia. Uma vez que esse material for analisado e aprovado pelo DER/PR, os trabalhos no trecho terão início, com um prazo de execução de 30 meses, o que equivale a dois anos e meio. Isso significa que, se tudo correr conforme o planejado, a nova duplicação estará pronta para uso em pouco mais de três anos, considerando a fase de projetos.
A obra não se limita apenas à duplicação da pista e à construção de viadutos. Ela contempla ainda duas variantes de traçado em locais de curva sinuosa, o que deve tornar o percurso mais seguro e direto. Além disso, haverá um novo sistema de drenagem de águas, essencial para evitar alagamentos e erosões, sinalização horizontal e vertical completa, e dispositivos de contenção como cortinas atirantadas, solo reforçado e muros de arrimo, garantindo a estabilidade do terreno.
Vale destacar que este investimento faz parte de um pacote maior de melhorias rodoviárias no Paraná. Paralelamente, o governo anunciou outros projetos, como um novo contorno viário de Coronel Vivida, no Sudoeste do estado, com investimento de R$ 46 milhões, e uma rodovia de concreto em Sapopema, no Norte Pioneiro, que receberá R$ 164 milhões. Essas iniciativas mostram uma estratégia abrangente para modernizar a malha rodoviária paranaense, beneficiando diversas regiões e impulsionando o desenvolvimento econômico.
Para os moradores de Almirante Tamandaré e de toda a Região Metropolitana de Curitiba, a duplicação da Rodovia dos Minérios representa uma esperança de trânsito mais ágil e seguro. A rodovia é uma via crucial para o transporte de cargas e passageiros, e sua ampliação deve aliviar os gargalos atuais, reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a qualidade de vida da população. Com a formalização do contrato, o projeto sai do papel e se torna uma realidade em construção, prometendo transformar a mobilidade na área.

