O rapper Drake está no centro de uma ação coletiva movida na Virgínia, Estados Unidos, acusado de participar de uma conspiração de extorsão envolvendo o cassino online "Stake". A ação alega que o site opera jogos de azar ilegais no país e que Drake, que recebe para promover a plataforma, é investigado como cúmplice.
Além disso, a ação afirma que o artista desvia lucros por meio do sistema de "gorjetas" não regulamentado da Stake para uma terceira parte na Austrália. O objetivo seria investir em fazendas de bots que aumentam ilegalmente o número de espectadores de suas transmissões ao vivo.
A empresa controladora da Stake, Sweepstakes Ltd., é citada como ré, junto com Drake, o streamer Adin Ross e George Nguyen, o suposto cúmplice australiano. Se um juiz considerar a prática ilegal, Drake e Ross podem ser responsabilizados por promover o "Stake.us", mesmo que suas respectivas regiões de residência permitam jogos de azar online.
Fundada na Austrália em 2017, a Stake é uma empresa multibilionária cuja fortuna disparou durante o boom das criptomoedas. A agência firmou um contrato de patrocínio com Drake em 2022, no valor estimado de US$ 100 milhões por ano; desde então, ele tem realizado transmissões ao vivo frequentes de sessões de jogos de azar online e sorteios.
Em agosto passado, Drake aparentemente entrou em conflito com a plataforma após ter suas tentativas de saque bloqueadas. A questão pareceu resolvida em outubro, quando ele publicou um vídeo simulando a descoberta de um saldo de US$ 1 milhão restaurado em sua conta.

