O nome Paulinho da Costa aparece em tantos discos famosos que é difícil entender como permaneceu desconhecido do grande público por tanto tempo. O percussionista brasileiro esteve com Michael Jackson em "Thriller", o álbum mais vendido da história, e por trás de "We Are the World", o estrondoso single de 1985. Sua batida marcou trabalhos de ícones como Madonna, Stevie Wonder, Ray Charles e Aretha Franklin.
Um documentário patrocinado pela Johnnie Walker, agora na Netflix, busca corrigir essa distorção histórica. O diretor Oscar Rodrigues Alves levou seis anos desde o primeiro contato até o "sim" definitivo do músico, enfrentando recusas e silêncios. "Ele sempre cuidou muito das relações, da qualidade técnica, do próprio legado", explica Oscar. "Era preciso confiar em mim como pessoa física e na produtora como pessoa jurídica."
Quando a permissão finalmente veio, não houve tempo para roteiro - apenas a urgência de capturar a história de um artista que, com perfeição técnica e discrição, ajudou a moldar o ritmo do mundo sem buscar os holofotes.

