Direto do SXSW em Austin, Rafael Lazarini não fala apenas como um observador do festival, mas como alguém que há quase duas décadas estuda, vive e, agora, tenta traduzir esse modelo para o Brasil. Frequentador do evento texano desde 2007, o executivo da Live Nation e fundador do Rio2C acompanhou de perto a transformação do festival e da própria cidade que o sedia.

“Quando comecei a vir, Austin era outra cidade. Esses prédios nem existiam”, lembra, em conversa com a CMO Camila Zana no podcast Cabos & Cases, da Billboard Brasil. “É muito interessante ver como a cidade cresceu junto com o SXSW.”

Essa relação entre território, cultura e negócio é, justamente, o que ele quer replicar com o SP2B, novo evento que acontece em agosto, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e que nasce com ambição de longo prazo.

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A edição de 2026 do SXSW marcou uma mudança importante: menos centralização e mais cidade. Com o fim do eixo concentrado no centro de convenções, a programação voltou a se espalhar por Austin como nos primeiros anos do festival.

Para Lazarini, a mudança foi acertada. “A ausência do Convention Center obrigou as pessoas a circularem mais. E isso é parte fundamental da experiência.” Segundo ele, o modelo anterior criava uma espécie de bolha, limitando o contato com a cidade e com outras possibilidades de programação. Agora, com o festival fragmentado, o público foi forçado a explorar mais, e isso ampliou as conexões.