O Brasil fez sua estreia no Oscar em 1945, com a música "Rio de Janeiro", de Ary Barroso, indicada na categoria Melhor Canção Original pelo filme estadunidense "Brazil". Apesar da derrota para "Swinging on a Star", esse momento marcou o início de uma trajetória de oito décadas na maior premiação do cinema mundial.

Em 1960, o país apareceu novamente de forma emblemática com "Orfeu Negro", filme dirigido pelo francês Marcel Camus, mas rodado no Brasil com elenco majoritariamente brasileiro e roteiro de Vinicius de Moraes. A produção venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, embora a vitória tenha sido creditada à França, gerando debates sobre representatividade.

Ao longo dessas décadas, o Brasil acumulou 24 indicações em categorias diversas, desde Melhor Filme até documentários, canções originais e animações. Algumas foram por obras inteiramente brasileiras, outras por profissionais nascidos no país que construíram carreira no exterior, como no caso de "Diários de Motocicleta", que levou a estatueta de Melhor Canção em 2005 por uma produção multinacional.

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O ápice dessa jornada veio apenas em 2025, quando o país conquistou seu primeiro Oscar com "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, encerrando uma longa espera por reconhecimento direto. Com quatro indicações em 2026 e o título de campeão do ano anterior, o Brasil consolida sua presença na premiação, superando injustiças históricas e celebrando uma trajetória que reflete tanto a riqueza cultural nacional quanto os desafios da indústria cinematográfica global.