Nesta quinta-feira (12), o Dia Mundial do Rim trouxe à tona um alerta importante da Secretaria da Saúde do Paraná: a necessidade urgente do diagnóstico precoce e da prevenção da Doença Renal Crônica (DRC). A campanha deste ano foca no acompanhamento regular da saúde renal, já que os rins desempenham funções vitais no organismo, como a filtragem de toxinas, a regulação da pressão sanguínea, o controle do balanço químico e a manutenção da saúde dos ossos e do sangue.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 21 mil brasileiros iniciam tratamentos por diálise anualmente, um procedimento essencial para filtrar o sangue quando os rins não funcionam adequadamente. No cenário regional, o Paraná registra mensalmente aproximadamente 6 mil pacientes passando por procedimentos de hemodiálise, um tipo específico de filtragem que utiliza uma máquina externa. Esse número evidencia o impacto significativo da doença no sistema de saúde estadual, sobrecarregando recursos e exigindo atenção constante.
Para casos de DRC em estágio avançado, o transplante de rim surge como a opção terapêutica mais completa e eficaz. No último ano, o Paraná realizou 445 transplantes de rim, consolidando o órgão como o líder em procedimentos no estado, representando 57,57% do total de transplantes realizados. Esse desempenho coloca o estado em posição de destaque no cenário nacional, não apenas pela quantidade, mas também pela qualidade dos serviços prestados.
O Paraná também se destaca nacionalmente pela baixa taxa de recusa familiar para doação de órgãos. Enquanto a média nacional de recusa é de 45%, o estado mantém um índice de 30%, um resultado que reflete um trabalho contínuo de conscientização e capacitação. Segundo o secretário de Estado da Saúde Beto Preto, essa redução é fruto do fortalecimento estratégico do Sistema Estadual de Transplantes e da qualificação das equipes. "A redução das negativas está diretamente relacionada à capacitação dos profissionais que realizam as entrevistas e à ampliação do diálogo com a sociedade sobre a importância desse gesto", afirma Preto, destacando o esforço conjunto para salvar vidas.
A Doença Renal Crônica é caracterizada por uma evolução silenciosa, especialmente em suas fases iniciais, o que frequentemente leva a diagnósticos tardios. Por essa razão, a realização periódica de exames de sangue (creatinina) e urina é fundamental para identificar alterações antes que o quadro se agrave. Na rede pública de saúde, o rastreamento dessas condições está disponível para a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo acesso a cuidados preventivos para todos.
A prevenção da DRC está intimamente ligada ao estilo de vida. O controle de fatores de risco como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e tabagismo é a principal estratégia para evitar o comprometimento dos rins. Além desses, o histórico familiar e o uso indiscriminado de medicações também exigem atenção redobrada, pois podem acelerar o desenvolvimento da doença. Quando a função renal atinge estágios críticos, o paciente pode necessitar de diálise ou hemodiálise, tratamentos que, embora salvem vidas, impactam profundamente a qualidade de vida.
O alerta do Dia Mundial do Rim serve como um lembrete crucial: cuidar da saúde renal é uma responsabilidade de todos. Com ações de prevenção, diagnóstico precoce e um sistema de transplantes eficiente, o Paraná mostra que é possível enfrentar a DRC com determinação e resultados positivos, salvando vidas e melhorando o bem-estar da população.

