A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, condenado a 173 anos de prisão por 49 estupros, entrou com novo pedido para que ele cumpra pena em regime domiciliar. O caso está sendo analisado pela juíza Sueli Armani, da DEECRIM 9ª de São José dos Campos, que solicitou um laudo médico-pericial para avaliar as condições de saúde do sentenciado.

Abdelmassih foi preso em 2014 no Paraguai, onde residia com a esposa Larissa Maria Sacco Abdelmassih, que também atua como sua advogada. Após a condenação, ele retornou ao Brasil para cumprir a pena. Atualmente, está detido na Penitenciária II de Potim, para onde foi transferido em 19 de dezembro de 2025, após passar um período no presídio de Tremembé.

A transferência faz parte de uma política do governo do estado de São Paulo de realocar gradualmente presos de maior repercussão, os chamados "famosos", que estavam em Tremembé. Essa medida visa redistribuir os detentos e otimizar a gestão do sistema prisional.

Publicidade
Publicidade

O pedido de prisão domiciliar não é inédito na trajetória de Abdelmassih. Em 2019, ele já havia conseguido benefício semelhante por questões médicas, e em 2020, durante a pandemia de covid-19, voltou para casa por integrar o grupo de risco. Agora, a defesa alega novamente motivos de saúde para justificar a mudança de regime.

A juíza Sueli Armani determinou que o novo laudo médico seja produzido às custas do próprio sentenciado ou, caso ele não tenha recursos, pelo Instituto Médico Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC). O documento é essencial para "analisar o atual estado de saúde do sentenciado" e embasar a decisão judicial.

O caso de Abdelmassih continua a gerar repercussão no Brasil, não apenas pela gravidade dos crimes, mas também pelas discussões sobre a execução penal de idosos e doentes. A decisão da magistrada é aguardada com expectativa, pois pode definir os próximos passos do condenado, que já acumula mais de uma década de processos e apelações.