A equipe jurídica do músico e empresário Sean "Diddy" Combs protocolou um recurso de 84 páginas junto ao Tribunal de Apelações do Segundo Circuito dos Estados Unidos, solicitando sua libertação. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times e marca uma nova etapa na batalha judicial do artista, condenado em outubro a 50 meses de reclusão por duas acusações de transporte de pessoas para fins de prostituição, envolvendo duas ex-namoradas.
No documento, os advogados argumentam que a punição foi desproporcional e que o magistrado responsável pelo caso baseou a sentença em conclusões de coerção e exploração que não foram deliberadas pelo júri. A defesa afirma que o juiz distrital agiu de forma subjetiva ao determinar o tempo de prisão e classifica a decisão como inconstitucional. O pedido solicita a liberdade de Combs ou que uma nova sentença seja proferida.
Durante o julgamento anterior, o empresário foi absolvido das acusações de conspiração para extorsão e tráfico sexual. Além da reclusão, a pena atual inclui cinco anos de liberdade condicional e uma multa de US$ 500 mil. O artista permanece detido na instituição correcional federal em Fort Dix, Nova Jersey.
Paralelamente a este recurso, o rapper responde a outros processos civis que envolvem alegações de agressão, estupro e exploração sexual. As acusações nessas esferas indicam o suposto uso de influência para silenciar denunciantes, ampliando o cenário de desafios legais enfrentados por Combs.

