A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro emitiu uma nota oficial na manhã desta sexta-feira expressando "profunda perplexidade" com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que decretou a prisão preventiva do ex-presidente. O advogado Celso Vilardi, um dos responsáveis pela defesa, afirmou que Bolsonaro foi preso em sua residência em Brasília e agora está sob vigilância constante com o uso de tornozeleira eletrônica.
Vilardi destacou que o estado de saúde de Jair Bolsonaro "é delicado e sua prisão pode colocar sua vida em risco", argumentando que a medida é desproporcional. Ele reforçou que a equipe de defesa já está preparando um recurso para contestar a decisão judicial, buscando alternativas como a prisão domiciliar por razões humanitárias. A defesa também mencionou que a prisão está baseada em uma vigília de orações, defendendo que a Constituição de 1988 garante o direito de reunião e liberdade religiosa.
A prisão preventiva foi decretada por Moraes em resposta a uma convocação de vigília nas proximidades da casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar. Segundo o ministro, a reunião poderia causar tumultos e facilitar uma "eventual tentativa de fuga do réu". O STF recebeu um comunicado do Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal sobre uma violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada de sábado, o que, para Moraes, indica intenção de romper a tornozeleira para tentar fugir aproveitando a confusão da manifestação.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no âmbito da ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, e a execução das penas pode ocorrer nas próximas semanas. Desde 4 de agosto, ele cumpria prisão domiciliar após descumprir medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com embaixadas e autoridades estrangeiras, e restrições ao uso de redes sociais.
Notícias relacionadas indicam que medicamentos foram levados para Bolsonaro após a prisão, e a defesa continua a pressionar por uma solução que considere suas condições de saúde. O caso segue sob análise judicial, com expectativa de que os recursos sejam julgados rapidamente.

