A Defesa Civil do Estado de São Paulo acionou o gabinete de crise de forma presencial neste domingo (8) em resposta às chuvas intensas que atingem o território paulista. O alerta para precipitações fortes permanece válido até a próxima segunda-feira (9), com o sistema de monitoramento em funcionamento contínuo.

As chuvas se intensificaram nas últimas 24 horas devido à atuação de um sistema de baixa pressão no oceano, associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Os maiores acumulados foram registrados na Faixa Leste, Litoral e Noroeste do estado, com volumes que chamam a atenção pelo caráter extremo.

A partir das 14h deste domingo, representantes de concessionárias de energia, abastecimento de água, serviço de gás, telefonia, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Fundo Social do Estado, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP), a SP Águas, o Corpo de Bombeiros e a ARTESP estarão presentes na sede da Defesa Civil, no Palácio dos Bandeirantes. O gabinete de crise seguirá mobilizado ao longo da segunda-feira (9).

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Os números revelam a dimensão do fenômeno: a cidade de São Carlos registrou 137 mm de chuva nas últimas 24 horas, seguida por Ubatuba (129 mm), Bertioga (126 mm), São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm), Elias Fausto (100 mm) e São Luís do Paraitinga (83 mm). Esses volumes são considerados extremamente elevados para um único dia.

Para se ter uma ideia da magnitude, em São Carlos, a média histórica de chuva esperada para todo o mês de fevereiro é de 169,9 mm. Em apenas 24 horas, choveu cerca de 80% do total previsto para o mês, o equivalente à chuva de aproximadamente 24 dias. Em Ubatuba, o acumulado representou 72,5% do volume mensal, enquanto em São José do Rio Preto o total registrado corresponde ao esperado para cerca de 15 dias de fevereiro.

As chuvas intensas registradas entre o sábado (7) e o domingo (8) provocaram alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de barreiras em diferentes regiões do estado. Ao todo, foram registradas 13 pessoas desalojadas e 4 desabrigadas. Até o momento, não há registro de vítimas ou óbitos.

Entre as ocorrências registradas estão: em Nazaré Paulista, uma moradia foi alagada e quatro pessoas ficaram desalojadas; em Guarujá, houve deslizamento de terra e interdição preventiva de uma moradia, com um morador desalojado; em Francisco Morato, deslizamento de terra e desabamento de muro deixaram três pessoas desalojadas; em Bertioga, pontos de alagamento e deslizamento de terra resultaram em uma moradia interditada e quatro pessoas desabrigadas; e em Jundiaí, deslizamento de terra e queda de muro sobre residência levaram a cinco pessoas desalojadas.

Outras cidades como São Paulo, Suzanápolis, Bragança Paulista, São Sebastião, Franco da Rocha, Ribeirão Bonito, São Carlos, São Luís do Paraitinga e Ubatuba também registraram pontos de alagamento e deslizamentos, mas sem vítimas, desabrigados ou desalojados.

A Defesa Civil do Estado segue em monitoramento contínuo das condições meteorológicas e mantém contato permanente com as defesas civis municipais. A orientação à população é para que adote medidas preventivas: evitar áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos; não atravessar ruas alagadas nem tentar passar por áreas com correnteza; ficar atento a sinais de deslizamento, como rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes e estalos em encostas; e, em caso de risco iminente, deixar o local imediatamente e procurar abrigo seguro.

A população deve acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil e, em situações de emergência, acionar a Defesa Civil pelo número 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.