A demanda insaciável por capacidade de computação para IA tem levado empreendedores de data centers a olharem para as estrelas. No entanto, há um problema crucial: não há foguetes suficientes para colocar data centers em órbita da Terra, e eles são caros demais. A maioria dos players espera que a Starship, da SpaceX, resolva o problema, mas o veículo pode levar anos para estar disponível comercialmente após se tornar operacional. O mesmo vale para o foguete New Glenn, da Blue Origin, que falhou ao entregar um satélite em seu terceiro lançamento em abril.
Isso deixa os projetos de data centers espaciais mirando meados da década de 2030, como o Google Suncatcher, ou se preparando para começar com tarefas de processamento de borda para sensores espaciais, como a Starcloud. Em teoria, há um terceiro caminho: 'Estamos montando nosso próprio programa de foguetes', disse Baiju Bhatt, CEO e fundador da Cowboy Space Corporation, ao TechCrunch. Ele espera o primeiro lançamento antes do final de 2028. Hoje, a empresa anunciou o fechamento de uma rodada Série B de US$ 275 milhões, com valuation pós-money de US$ 2 bilhões, liderada pela Index Ventures, como um sinal desse trabalho. Breakthrough Energy Ventures, Construct Capital, IVP e SAIC também participaram.
Bhatt, cofundador da plataforma de ações online Robinhood, lançou esta startup em 2024 como Aetherflux, com planos de coletar energia solar abundante no espaço e transmiti-la para a Terra. A ideia dos data centers espaciais levou a empresa a pivotar para usar sua eletricidade enquanto está em órbita. As realidades práticas desse esforço, por sua vez, o levaram a um programa de desenvolvimento de foguetes e ao novo nome da empresa.
Conclusão: A corrida para construir data centers no espaço depende de foguetes acessíveis. Enquanto gigantes como SpaceX e Blue Origin amadurecem, startups como a Cowboy Space Corporation assumem o risco de desenvolver seus próprios veículos, apostando em uma vantagem competitiva para viabilizar a computação orbital até o fim da década.

