Em uma tarde em São Paulo, Daniela Mercury chegou ao estúdio da Billboard Brasil para uma entrevista que marcaria seus 40 anos de carreira. A conversa abordou não apenas sua trajetória musical, mas também seu ativismo político nas redes sociais e o lançamento do 14º álbum, "Cirandaia".

O novo trabalho gerou discussões: como a artista transformou seus shows em espetáculos completos, partes importantes de sua discografia acabaram registradas em álbuns ao vivo. Durante a entrevista, Mercury demonstrou seu envolvimento direto na produção, ao dar instruções de mixagem por telefone ao filho, Gabriel Mercury, e ao produtor norte-americano Brandon Duffy. "A voz está muito opaca, não foi assim que combinamos", disse ela, referindo-se à gravação ao vivo feita em Salvador.

A equipe ao redor da cantora incluía sua esposa, Malu, que cuidava dos trâmites com produtores, além de assessores e maquiadores que garantiam os detalhes finais. "A gente está há três anos trabalhando este álbum... é um vai e vem...", comentou Mercury, destacando a dedicação ao projeto.

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Quando questionada sobre ser chamada de 'rebelde' da música pop brasileira, a artista abraçou o título. "A gente precisa ser rebelde. Acreditar no que a gente acha bom. O belo e o que agrada sem o juízo do gosto". Para ela, essa postura reflete uma busca autêntica pela arte, inspirada em filosofias como a de Kant, que valoriza a subjetividade do belo.