Cultura nos bairros: Apucarana vive novo tempo em 2025
Descentralização marca nova fase cultural com eventos em praças, igrejas e bairros; Festival de Inverno e Semana da Criança são destaques
Foto: Arquivo
A cidade de Apucarana, no norte do Paraná, está experimentando um novo e vibrante momento cultural em 2025. A proposta de descentralizar as atividades culturais, uma iniciativa do prefeito Rodolfo Mota, tem transformado praças, igrejas, feiras e bairros inteiros em palcos vivos de arte, música, tradição e celebração. Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Cultura, liderada por Rodrigo Lievore — o “Recife” —, a cidade vive um calendário intenso e diversificado que se estende até o fim do ano.
“Nem encerramos o Festival de Inverno e já estamos trabalhando a agenda cultural para o restante do ano. Isso atende a um pedido do prefeito, de movimentar a cidade e levar a cultura até os bairros”, destacou o secretário Recife. A meta é clara: democratizar o acesso à cultura e fazer com que ela chegue onde o povo está.
Lançado em 2025, oFestival de Inverno de Apucaranaé uma das principais novidades desta nova fase. Ainda em andamento, o evento vai até o dia 9 de agosto e já reuniu centenas de pessoas em diferentes pontos da cidade. Com uma programação eclética, o festival inclui desde apresentações musicais até festas temáticas e encontros automobilísticos, ocupando espaços como o Cine Teatro Fênix, a Praça do 28, o Lagoão e o Parque Jaboti.
Confira a programação restante do Festival de Inverno:
Logo após o encerramento do Festival de Inverno, a agenda cultural segue firme com eventos que têm o apoio direto da Prefeitura, mas que também valorizam a participação de comunidades, igrejas e instituições locais. O foco é claro: descentralização, integração social e valorização das raízes culturais de Apucarana.
Entre os destaques da programação do segundo semestre, estão:
“O apoio às festas comunitárias e tradicionais é fundamental. Estamos ao lado das paróquias, das associações de bairro e das escolas, porque acreditamos que a cultura também é construída nesses espaços de convivência e afeto”, afirmou o secretário Recife.
Se o Festival de Inverno marcou o primeiro passo dessa nova etapa, a grande aposta para o segundo semestre é aSemana da Criança, programada para ocorrer entre os dias6 e 12 de outubro. Organizada integralmente pela Secretaria de Cultura, essa nova iniciativa terá um foco especial no público infantil, com apresentações, oficinas, brincadeiras, teatro de bonecos, contação de histórias e shows voltados para as famílias.
“A ideia é levar cultura, lazer e alegria às crianças, com ações que vão percorrer os bairros de Apucarana. Queremos que as famílias sejam contempladas onde vivem”, explicou o secretário. Segundo ele, a Semana da Criança foi pensada para integrar escolas, centros comunitários e praças, levando a arte para dentro da rotina das famílias.
Com esse novo direcionamento, Apucarana afirma a cultura como política pública essencial — não apenas como entretenimento, mas como instrumento de cidadania, memória e identidade. A proposta de descentralização busca alcançar quem tradicionalmente não participa dos grandes eventos culturais, seja por distância, por falta de informação ou por barreiras sociais.
Além disso, ao abraçar eventos organizados por igrejas, bairros e produtores independentes, a Secretaria de Cultura dá exemplo de gestão colaborativa, ampliando o impacto das ações sem depender exclusivamente de produções próprias.
“A cultura precisa estar presente no cotidiano da população, seja com uma orquestra em um teatro ou com uma contação de histórias na praça do bairro. É assim que a gente constrói pertencimento e orgulho de ser apucaranense”, conclui Recife.
Com o sucesso das ações iniciais e a boa receptividade popular, a expectativa da administração municipal é de que 2025 se consolide como o ano da virada cultural em Apucarana. Mais do que uma agenda de eventos, o que se constrói é uma cidade mais viva, participativa e integrada por meio da arte.
E para quem vive, trabalha ou visita Apucarana, fica o convite: a cultura agora está nas ruas, nos bairros, nas feiras, nas igrejas. Basta chegar.
Fonte:
Arquivo Histórico

