O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou como um "ataque criminoso" a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado. Em declaração publicada em suas redes sociais, o líder cubano afirmou que "nossa #ZonaDePaz está sendo brutalmente atacada", referindo-se à região da América Latina e Caribe.
A condenação de Díaz-Canel se soma a uma série de repúdios regionais e internacionais à agressão militar direta contra o território venezuelano. O presidente cubano descreveu a ação como "terrorismo de estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América", em referência clara ao histórico de embargo econômico que Cuba sofre dos Estados Unidos há décadas.
Díaz-Canel exigiu uma "resposta urgente da comunidade internacional" aos ataques realizados na madrugada de hoje, que atingiram principalmente a cidade de Caracas. Sua posição está alinhada com a do ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, que condenou veementemente a contínua agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.
"Os bombardeios e atos de guerra contra Caracas e outras localidades do país são atos covardes contra uma nação que não atacou os Estados Unidos nem qualquer outro país", afirmou Rodríguez em suas redes sociais.
O primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero Cruz, também se manifestou sobre o caso, denunciando a agressão em suas redes sociais e unindo-se às condenações feitas na região. "Os ataques contra Caracas e outras localidades exigem a mobilização urgente da comunidade internacional para defender a América Latina e o Caribe como uma Zona de Paz", compartilhou o ministro.
O governo venezuelano confirmou que sofreu uma agressão militar "muito grave" por parte dos Estados Unidos, com ataques a locais civis e militares nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira e na capital, Caracas. Em resposta à situação crítica, as autoridades venezuelanas ordenaram o "desdobramento imediato do Comando de Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção de Defesa Integral em todos os estados e municípios do país".
A condenação cubana se junta a outras manifestações internacionais. O Irã já repudiou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, enquanto a Rússia condenou o que chamou de "ato de agressão armada" dos Estados Unidos. Na Venezuela, o vice-presidente exigiu dos Estados Unidos prova de vida do presidente Nicolás Maduro, indicando a gravidade da situação política e humanitária no país.
O episódio representa mais um capítulo tenso nas relações entre os Estados Unidos e os governos de esquerda da América Latina, com Cuba mantendo sua tradicional posição de solidariedade com a Venezuela. A exigência por uma resposta internacional urgente reflete a preocupação com a escalada militar na região, tradicionalmente vista como uma zona de paz pelos países latino-americanos.

