A Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026, carinhosamente conhecida como Copinha, começa nesta sexta-feira (2) com uma novidade importante: 98 diretores de jogos da Federação Paulista de Futebol (FPF) passaram por uma capacitação especial para melhor atender pessoas com deficiência nos estádios. A iniciativa partiu da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e busca transformar a experiência nos estádios em algo mais inclusivo e respeitoso.

Os diretores de jogos são profissionais responsáveis por coordenar toda a operação das partidas – desde a organização dos acessos e o fluxo de torcedores até aspectos gerais do funcionamento dos eventos. A formação, realizada no final de novembro, reforça o compromisso com a ampliação da acessibilidade em grandes competições esportivas, garantindo um atendimento mais alinhado às necessidades individuais do público.

“O objetivo é fortalecer um padrão de acolhimento compatível com a grandeza do futebol paulista e que possa servir de inspiração para o país inteiro. O mais importante é garantir um atendimento respeitoso, que considere as individualidades e promova a autonomia de cada pessoa com deficiência”, afirmou o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.

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Durante a capacitação, coordenadores da Secretaria apresentaram aos diretores de jogos os principais tipos de deficiência e condições equiparáveis, como o autismo, detalhando características e orientando como acolher diferentes perfis de público. Os especialistas também ensinaram como agir em situações comuns do ambiente esportivo, com foco no atendimento humanizado e na prevenção de práticas excludentes.

Entre os exemplos abordados, foram destacadas ações simples, porém essenciais, como compreender que a cadeira de rodas é uma extensão do corpo da pessoa e, por isso, não deve ser tocada sem permissão – um cuidado que preserva autonomia, conforto e segurança.

Os participantes também receberam informações sobre as diferentes barreiras que dificultam o acesso e a participação de pessoas com deficiência em espaços públicos. Elas podem ser físicas, comunicacionais, tecnológicas, pedagógicas e atitudinais, estas últimas relacionadas a posturas e decisões humanas. A formação incluiu ainda estratégias de combate ao capacitismo, forma de discriminação contra pessoas com deficiência.

Para a Secretaria, ações como esta contribuem para transformar a cultura de atendimento nos estádios, com mudanças de comportamento que impactam diretamente o acolhimento do público. “São muitos os desafios, inclusive porque muitas estruturas foram construídas no século passado. Mas nosso foco é alcançar um nível de qualidade de acolhimento que respeite cada pessoa e faça com que todos se sintam em casa no estádio”, completou Marcos da Costa.

A Copinha 2026 reúne 128 equipes divididas em 32 grupos com quatro times cada. Os jogos acontecem em várias cidades do estado de São Paulo. A grande final será realizada no dia 25 de janeiro, na Arena Mercado Livre Pacaembu, na capital paulista. Com essa iniciativa, o torneio não apenas revela novos talentos do futebol brasileiro, mas também se torna um exemplo de como o esporte pode ser um espaço verdadeiramente para todos.