Conselho Rural de Apucarana discute crédito e estradas
Reunião do CMDR reúne representantes do setor para tratar acesso ao crédito fundiário e melhorias nas vias rurais do município
Foto: Arquivo
Na última sexta-feira, dia 6 de junho, o Salão Nobre da Prefeitura de Apucarana foi palco de uma importante reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR). O encontro teve como objetivo principal discutir dois temas centrais para a vida no campo: o acesso ao crédito fundiário e as condições das estradas rurais do município.
Composto por representantes de diversas entidades ligadas ao meio rural, o CMDR é um órgão colegiado que atua como ponte entre os produtores e o poder público, promovendo o diálogo e a construção coletiva de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável do campo. A reunião desta sexta contou com a presença de membros do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Associação dos Feirantes, da Cooperativa dos Hortifrutigranjeiros e Agroindústria Familiar, da Secretaria do Meio Ambiente, da Cooperativa dos Cafeicultores do Pirapó, do Sindicato Rural Patronal e da Associação dos Cafeicultores de Apucarana.
O secretário municipal de Agricultura e presidente do CMDR, João Carmo Fonseca, ressaltou a importância do conselho para o fortalecimento da agricultura local. “O conselho tem como responsabilidade fazer as deliberações e dirimir dúvidas sobre todos os programas e projetos relacionados à lógica da atividade rural no município de Apucarana. Nesta sexta-feira, por exemplo, esteve na pauta a questão do crédito fundiário e a situação das estradas rurais”, afirmou.
Um dos temas centrais debatidos foi o acesso ao crédito fundiário, um dos principais instrumentos para a democratização da terra no Brasil. Esse tipo de financiamento permite que agricultores sem terra, ou com pouca terra, possam adquirir propriedades rurais com condições facilitadas, subsidiadas pelo Governo Federal, por meio de programas como o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).
Durante a reunião, os representantes das entidades presentes discutiram os entraves enfrentados pelos produtores para acessar esse tipo de financiamento. Foram levantadas questões como a burocracia envolvida, a dificuldade de elaboração de projetos técnicos, a falta de assistência adequada e os critérios muitas vezes restritivos dos bancos.
“Hoje, o pequeno agricultor ainda encontra muitas barreiras para conseguir o crédito fundiário. Falta orientação, e muitos desistem no meio do processo. Precisamos facilitar esse caminho e tornar o programa mais acessível a quem realmente precisa”, destacou uma representante da Associação dos Feirantes.
Outro ponto que gerou grande debate entre os conselheiros foi a situação das estradas rurais do município. Muitas vias vicinais ainda apresentam problemas sérios de trafegabilidade, sobretudo em épocas de chuva, o que impacta diretamente o escoamento da produção agrícola e o acesso das famílias aos serviços essenciais, como saúde e educação.
“O produtor precisa ter estrada para escoar o que planta. A gente perde dinheiro e qualidade quando a mercadoria fica presa no barro. É uma questão de infraestrutura básica”, apontou um agricultor presente à reunião.
A Secretaria de Agricultura informou que tem realizado um levantamento das estradas mais críticas e que pretende, em parceria com a Secretaria de Obras, implementar um cronograma de manutenção e recuperação dessas vias.
Segundo João Carmo Fonseca, o trabalho do CMDR vai além da deliberação: as propostas discutidas em reunião são encaminhadas aos órgãos competentes com o objetivo de atrair investimentos, responder às demandas dos produtores e sugerir a implantação de políticas públicas voltadas ao campo.
“O conselho atua como elo direto entre o produtor rural e o poder público. Com base nas demandas que chegam até nós, podemos buscar recursos e soluções viáveis, sempre com o olhar voltado para a realidade de quem vive e trabalha na zona rural”, destacou Fonseca.
A nova diretoria do conselho, empossada neste ano, já estabeleceu um calendário regular de reuniões, que serão realizadas ao longo do ano para dar continuidade ao debate e ao encaminhamento das pautas prioritárias.
O fortalecimento do CMDR é visto por muitos como um passo essencial para garantir que a agricultura de Apucarana continue sendo uma das bases do desenvolvimento regional. A articulação entre os diversos segmentos do setor rural mostra que, quando há espaço para diálogo e participação, é possível construir soluções concretas e efetivas para os desafios do campo.
Fonte:
Arquivo Histórico

