Mais de 700 participantes marcaram presença no 3º Congresso de Governança Pública da CGE-PR e 4ª Semana de Ouvidoria, realizados nos dias 26 e 27 de outubro no Auditório Mario Schoemberger do Campus de Curitiba 1 da Unespar. O evento, promovido pelo Governo do Estado por meio da Controladoria-Geral do Estado (CGE), teve como tema central "Integridade e Gestão de Risco na Administração Pública" e contou com a parceria da Escola de Gestão para organização, credenciamento e emissão de certificados.
A controladora-geral do Estado, Louise Garnica, explicou que o congresso é uma iniciativa anual da CGE para aperfeiçoar a máquina pública e disseminar a cultura da integridade. "Trouxemos palestrantes que souberam dialogar com a nossa plateia, que conseguiram trazer o conhecimento teórico e prático para a realidade e o dia a dia dos nossos servidores, que atuam na linha de frente do controle interno, do compliance, da ouvidoria, da corregedoria e da transparência", afirmou. Ela destacou ainda o trabalho da Coordenadoria de Desenvolvimento Profissional da CGE na promoção de capacitações.
O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, reforçou a parceria histórica com a CGE, que possibilitou ao Estado oferecer curso de pós-graduação em ouvidoria pública. "Estar dentro da Unespar é o símbolo visível dessa integração, da cooperação para qualificar e melhorar os serviços públicos. O estado melhor atender a população é o objetivo principal", ressaltou.
Os debates do primeiro dia, na quarta-feira (26), focaram nos pilares de Integridade e Gestão de Riscos. Gilberto Waller Junior, atual presidente do INSS e ex-corregedor da AGU e ouvidor-geral da União, abriu as discussões defendendo que o Estado deve priorizar a avaliação do usuário, o que chamou de "foco do cidadão".
Uma das mesas-redondas reuniu Marcelo Zenkner, diretor da FTI Consulting e especialista em compliance; Edmar Camata, presidente do Conaci e secretário de Controle do Espírito Santo; e Rodrigo Fontenelle, controlador-geral de São Paulo. Eles abordaram o Sistema de Integridade e a necessidade de incluir municípios no controle preventivo.
Em outra mesa, Chantal Castro, gerente sênior de Anticorrupção do Pacto Global da ONU, detalhou a importância da ação coletiva anticorrupção e dos pactos globais, enquanto Sandra Vespasiano, da Rede Governança Brasil, refletiu sobre ética e normas. O dia terminou com a visão de controle do Tribunal de Contras, apresentada por Ely Célia Corbari (TCE-PR), e uma palestra sobre Mediação de Conflitos com a escritora Elisama Santos.
Na quinta-feira (27), a ouvidora-geral da União, Valdirene Pires, explicou que as manifestações recebidas pela Ouvidoria servem como insumos para gestores ajustarem ações e programas sociais. "O setor permite diagnóstico de situações e pode direcionar informações ao controle interno, para possível auditoria", disse. Os debates foram encerrados com Antonio Jordão da Silva Junior, analista da Receita Federal e especialista em educação fiscal, e Victória Vilvert Costa, consultora da Unesco em programas de auditoria cívica em escolas.
No encerramento, foram premiados estudantes de universidades estaduais que participaram do 3º Concurso de Redação da CGE, com o tema "Educação fiscal e o controle social: a melhoria da gestão pública através do empreendedorismo cidadão". Eles receberam equipamentos eletrônicos doados pela Receita Federal. Servidores que se destacaram nas áreas de Controle Interno, Compliance, Ouvidoria e Transparência também foram homenageados com placas comemorativas, entregues pelos coordenadores Wesley de Paula (Controle Interno), Letícia Dohms (Ouvidoria), Matheus Gruber (Transparência e Controle Social) e Paulo Palacios (Integridade e Compliance), com cerimonial orientado por Mirian Simões, coordenadora de Desenvolvimento Profissional.

