Em 1979, o AC/DC era uma grande banda em busca de um disco de sucesso. Embora tivesse uma base de fãs fiel no Reino Unido e nos Estados Unidos, faltava um trabalho que os colocasse no panteão das grandes bandas de rock da época, como Foreigner, Journey, Van Halen e Kiss.
A gravadora Atlantic sugeriu a troca dos produtores originais, George Young e Harry Vanda, por alguém que transformasse o rock básico da banda em um produto mais comercial para o mercado americano. A primeira tentativa foi com Eddie Kramer, produtor de Jimi Hendrix e Led Zeppelin, mas os australianos o rejeitaram, especialmente quando ele sugeriu adicionar piano às músicas.
A solução veio com Robert John “Mutt” Lange, um produtor africano de descendência alemã, que já havia trabalhado com artistas como Graham Parker e o grupo Boomtown Rats. Lange fez alterações profundas e necessárias no som do combo liderado pelos guitarristas Angus e Malcolm Young.
Primeiro, ele ajustou a potência das guitarras, que por vezes soavam desafinadas. Depois, acentuou as presenças dos vocais de apoio de Malcolm Young e do baixista Cliff Williams. Os refrãos ganharam mais importância nas composições, tornando as músicas mais cativantes e acessíveis.
Essas mudanças foram cruciais para que o AC/DC alcançasse o sucesso mundial e se tornasse uma lenda do rock, consolidando seu lugar na história da música.

