O verão no litoral paranaense ganha um toque de ciência e investigação com a exposição itinerante do Museu Paranaense de Ciências Forenses (MPCF), que integra a programação do Verão Maior Paraná. A iniciativa da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) leva ao público atividades educativas e interativas que apresentam, de forma acessível, o trabalho técnico e científico realizado pela perícia oficial do estado.

"Levar o museu para o litoral durante o verão é uma forma de estar mais próximo da população, esclarecendo dúvidas e apresentando as diversas áreas de atuação da Polícia Científica de maneira interativa", afirma a perita oficial da PCIPR Lilian Krzesinski. "A exposição permite que crianças, jovens e adultos conheçam, na prática, como funciona o trabalho da perícia criminal, despertando o interesse pela ciência e reforçando a importância das ciências forenses no dia a dia da sociedade."

Entre os destaques da exposição está a viatura expositiva, onde os visitantes podem entrar e conhecer de perto equipamentos utilizados pela perícia. A arqueologia forense também chama atenção com uma escavação lúdica que permite ao público simular a localização de ossos, utilizando protótipos educativos.

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O espaço conta ainda com expositores de balística forense, que demonstram a trajetória do projétil, os orifícios de entrada e saída e a dinâmica dos disparos. O público pode conhecer diferentes tipos de munições, observar seus componentes internos e manusear protótipos impressos em 3D.

Na área de antropologia forense, um crânio impresso em 3D, reproduzido a partir do acervo original do museu em Curitiba, é utilizado para explicar como são realizadas análises para identificação humana, como estimativa de sexo e idade.

A exposição também apresenta a maleta de local de crime, com instrumentos utilizados pelos peritos, como escalas de medição, equipamentos para análise de ângulos, multímetro, luzes forenses e óculos específicos para identificação de vestígios invisíveis a olho nu.

Os visitantes podem conhecer de perto a coleta de impressões digitais no local do crime. Outro destaque é a documentoscopia, com equipamentos que permitem visualizar elementos de segurança em documentos e identificar possíveis falsificações, além da entomologia forense, área que utiliza insetos como bioindicadores para estimar o intervalo pós-morte.

A van do museu ainda apresenta uma exposição adesivada sobre a atuação da perícia ambiental, com uma linha do tempo que explica a criação da área e os tipos de exames realizados, além de orientações ao público sobre casos de maus-tratos a animais e como proceder para o registro de ocorrências.

Durante toda a visitação, servidores da Polícia Científica estarão à disposição para esclarecer dúvidas e dar explicações sobre o trabalho pericial. A exposição é gratuita e aberta ao público, com atividades voltadas para crianças, jovens e adultos.

A programação inclui duas modalidades de apresentação: a Expo SESP, que acontece em Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná entre 2 e 24 de janeiro de 2026, e a Arena Polícia Científica, com apresentações em Matinhos entre 1º e 30 de janeiro. O encerramento da temporada está marcado para 31 de janeiro em Porto Rico.