O governo de Minas Gerais confirmou nesta terça-feira (24) que 22 pessoas morreram devido às fortes chuvas que atingiram a região da zona da mata mineira. Segundo os dados oficiais, 16 óbitos ocorreram em Juiz de Fora e seis no município de Ubá. Diante da tragédia, o governo estadual decretou luto oficial de três dias em todo o estado.

A prefeitura de Juiz de Fora, que já havia oficializado o estado de calamidade pública na cidade, também decretou luto oficial de três dias por conta das mortes. A medida reflete a gravidade da situação enfrentada pela população local, que sofre com as consequências das chuvas históricas que castigam a região.

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, irá ainda nesta terça-feira para a zona da mata, onde acompanhará o trabalho das equipes de resgate e assistência. A administração estadual informou que o governador Romeu Zema também deverá ir à região no fim do dia ou no início da quarta-feira (25).

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De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o transbordamento do Rio Paraibuna, em Juiz de Fora, levou a corporação a ser acionada para atender ocorrências de inundações, soterramentos e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio. Em poucas horas, foram registradas mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.

Em Juiz de Fora, a Defesa Civil estima que ao menos 440 pessoas estejam desabrigadas. Para atender a essa população, foram estabelecidos os primeiros pontos de recolhimento de itens e para acolhimento das pessoas que estão desalojadas e desabrigadas na cidade. Os locais são: Escola Municipal Amélia Pires, na rua Itatiaia, 570, no bairro Monte Castelo; Escola Municipal Murilo Mendes, no bairro Alto Grajaú; e Escola Municipal Nilo Camilo Ayupe, no bairro Paineiras.

A situação em Juiz de Fora se soma a outros eventos climáticos graves no país, como as chuvas que deixaram mais de 300 desabrigados em Peruíbe, no litoral paulista. A sequência de tragédias relacionadas a eventos climáticos extremos tem chamado a atenção para a necessidade de políticas públicas mais efetivas de prevenção e resposta a desastres naturais.

As equipes de resgate e assistência continuam trabalhando na região da zona da mata mineira, enquanto a população local aguarda por mais apoio e a normalização das condições de vida após a passagem das fortes chuvas.