INTRODUÇÃO
Enquanto Elon Musk e a OpenAI avançam com interfaces cérebro-computador (BCI) nos EUA, a China entra na corrida com uma startup que acaba de levantar a maior rodada inicial do setor no país. A Gestala, fundada pelo empreendedor Phoenix Peng, arrecadou US$ 21,6 milhões em apenas dois meses de existência, em uma rodada superassinada que demonstra o crescente interesse global por tecnologias de interação neural.
DESENVOLVIMENTO
A startup, que desenvolve BCI não invasiva baseada em ultrassom, foi avaliada entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões. Os recursos serão usados para pesquisa e desenvolvimento, expansão da equipe de 15 para 35 funcionários até o final do ano e construção de uma fábrica na China. A empresa de três meses pretende concluir seu primeiro protótipo ainda em 2024.
Peng acredita que o ultrassom pode representar a próxima geração da tecnologia BCI, oferecendo acesso mais amplo a todo o cérebro e novas formas de interagir com a atividade neural. Comparado com sistemas de eletrodos implantáveis, a tecnologia pode monitorar uma porção maior do cérebro, incluindo circuitos neurais profundos, e estimular ou suprimir a atividade neural com precisão sem necessidade de cirurgia.
CONCLUSÃO
A entrada da China no mercado de BCI com uma abordagem não invasiva e financiamento robusto promete acelerar a competição global por tecnologias de interface neural. A Gestala não apenas desafia os líderes americanos, mas também pode ajudar a superar uma das maiores barreiras para adoção em massa: os riscos associados à cirurgia cerebral.

