A Controladoria-Geral do Estado (CGE) deu início a uma nova série de palestras voltadas para a prevenção de diversos tipos de assédio no ambiente de trabalho. O objetivo central é fomentar um clima organizacional saudável, baseado no respeito e na integridade. Nesta quarta-feira (28), cerca de 100 servidores estiveram presentes no auditório Mário Lobo, localizado no Palácio das Araucárias, em Curitiba, para acompanhar as explanações de profissionais da CGE.

Esta foi a primeira de três palestras programadas para ocorrer no mesmo local, com uma estimativa de alcançar aproximadamente 500 servidores ao longo da iniciativa. O conteúdo abordado nas apresentações está alinhado com a Cartilha de Enfrentamento e Prevenção a Assédios e a Outras Discriminações em Ambiente de Trabalho, material que inclui orientações sobre assédio eleitoral e está disponível para acesso no site da CGE.

Além das atividades presenciais, a CGE, em parceria com a Escola de Gestão do Paraná – vinculada à Secretaria da Administração e Previdência –, desenvolveu um curso online sobre o tema. A capacitação conta com o apoio da Coordenadoria de Desenvolvimento Profissional da CGE e já tem mais duas datas agendadas para o mês de fevereiro.

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As palestras são conduzidas por Letícia Dohms, coordenadora de Ouvidoria, e Juliana Xavier, assessora da Coordenadoria de Integridade e Compliance. Elas são responsáveis por apresentar o conteúdo e esclarecer as dúvidas dos participantes. Nos encontros e materiais disponibilizados, são abordadas distinções importantes, como a diferença entre assédio moral e exigências legítimas do trabalho, quando uma atitude configura assédio moral ou sexual, e em quais situações a conduta pode ser considerada criminosa. Também são fornecidas orientações sobre como proceder caso alguém seja vítima de assédio ou testemunhe situações inadequadas.

“Esse assunto suscita muitas dúvidas. Reforçamos que se deve sempre preservar o respeito entre colegas e que muitas condutas historicamente relevadas, hoje, não têm mais lugar no ambiente de trabalho”, afirmou Letícia Dohms, que foca suas explanações no assédio moral.

Já o assédio sexual é tratado como um dos temas mais delicados nas palestras. “Além da orientação à vítima, frisamos que não é não e que o silêncio também é não. Só o sim é sim. Esse recado é para aquelas pessoas que têm dificuldade de entender sinais não verbais e compreender quais condutas são aceitáveis no trabalho”, acrescentou Juliana Xavier.

Paralelamente a essas ações, a CGE, em conjunto com a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e da Pessoa Idosa, criou a Ouvidoria da Mulher Servidora. Os canais de contato são os mesmos da Ouvidoria-Geral, mas com a particularidade de que as servidoras são atendidas, preferencialmente, por mulheres. “Só ser atendida por outra mulher já retira um pouco da tensão e receio de registrar denúncia”, destacou Letícia Dohms.

A iniciativa reforça o compromisso da administração pública paranaense em combater práticas abusivas e promover um ambiente laboral ético e seguro para todos os servidores.