O ministro do Turismo, Celso Sabino, confirmou na tarde desta quarta-feira (17) que deixará o governo após o partido União Brasil reivindicar a vaga na pasta. Em entrevista à imprensa, o ministro, que atualmente não tem partido, disse que deve ser substituído por Gustavo Feliciano e que sua saída foi decidida na terça-feira (16) em reunião com lideranças do partido e com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

"Eu imagino que o partido deva ter as suas razões para ter tomado essa decisão de se afastar do governo e deve ter suas razões também para agora buscar se aproximar do governo", afirmou Sabino sobre a movimentação do União Brasil, que havia determinado seu afastamento da pasta. O ministro foi expulso da legenda após decidir permanecer no cargo, conforme notícias relacionadas.

Sabino revelou que pretende concorrer a uma vaga no Senado no ano que vem, retomando seu mandato de deputado federal para fazer pré-campanha. "A gente já vem conversando com o presidente há alguns dias. E o partido já vem há alguns dias também, nesse diálogo, buscando esse espaço", explicou. Ele ainda não sabe por qual partido tentará a eleição, mas adiantou que pretende apoiar o governo no que for necessário.

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O ministro destacou que teve uma última conversa positiva com o presidente Lula e atribuiu o sucesso do turismo às orientações do chefe do Executivo. "Esse sucesso que o turismo vive hoje é fruto direto das orientações do presidente Lula, da sua participação na nossa pasta aqui e também de todos os ministérios", afirmou. Sabino ressaltou que havia decidido ficar no governo para concluir projetos importantes, como a COP30, que segundo ele foi concluída com muito sucesso apesar de momentos de incerteza.

A saída de Sabino ocorre em um contexto político marcado pela afirmação do presidente Lula, em última reunião ministerial, de que 2026 será o ano da verdade. O ministro deixou claro que sua decisão de permanecer inicialmente no cargo foi motivada pelo compromisso com a pasta, mas que agora segue os rumos definidos pelo partido e pelo governo.