O Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná) deu um passo importante nesta quarta-feira (19) com o lançamento oficial do seu 5º ciclo no Parque Barigui, em Curitiba. Com orçamento e alcance recordes, a iniciativa, que é uma das mais efetivas do país no cuidado com animais, começa suas ações médicas já nesta quinta-feira (20) em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e tem a meta de esterilizar 105 mil cães e gatos até julho de 2026, número equivalente ao total de castrações realizadas entre 2020 e 2025.

Nesta nova fase, o programa vai beneficiar 315 municípios de todas as regiões do Paraná, cobrindo 79% do território estadual. O investimento do Governo do Estado é de R$ 19,8 milhões, um aumento de 106% em relação ao ciclo anterior, que teve orçamento de R$ 9,6 milhões e foi concluído em maio deste ano. Além disso, os municípios contribuem com aproximadamente R$ 1,8 milhão, recursos que serão usados para imprimir 469 mil cartilhas sobre maus-tratos, aplicar 731 mil vacinas antirrábicas e confeccionar 582 mil placas temáticas sobre biodiversidade.

Coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT), o CastraPet Paraná está inserido no Plano Paraná Mais Cidades (PPMC) e tem como foco a Saúde Única, integrando saúde ambiental, animal e humana. A proposta atende exclusivamente pets de famílias de baixa renda, organizações da sociedade civil ou protetores independentes, promovendo o controle populacional de cães e gatos por meio da esterilização, prevenção de zoonoses e educação ambiental.

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O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, destacou a importância do programa: "O Paraná sustentável cresce com mais esse investimento, de quase R$ 20 milhões, nesse importante programa de proteção animal, o CastraPet Paraná. Um projeto com o ideal de bem servir a população, evitando o abandono dos nossos pets." Já o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, reforçou o caráter municipalista da gestão: "O CastraPet reforça o caráter municipalista da gestão, que se preocupa com a vida das pessoas, com os problemas das cidades em que residem. Essa é uma iniciativa relevante para o bem-estar animal, para o meio ambiente e para a saúde pública. Um apoio direto às organizações não governamentais, às pessoas de menor renda e aos municípios."

Além das esterilizações, o programa inclui ações de educação ambiental, com palestras sobre zoonoses, orientações sobre vacinação e desvermifugação, e a elaboração de uma cartilha didática focada no combate aos maus-tratos. A médica veterinária e coordenadora do projeto, Girlene Jacob, ressaltou: "Nesse 5º ciclo estamos trabalhando fortemente na ampliação da educação ambiental, com a elaboração de uma cartilha didática com foco no combate aos maus-tratos. O CastraPet Paraná assumiu, ao longo desses anos, um papel crucial nessa conscientização ambiental, com impacto notável, especialmente entre crianças e adolescentes. É um investimento no futuro. Queremos conscientizar as pessoas cada vez mais cedo." Ela acrescentou: "O nosso objetivo é claro: promover a saúde pública com um trabalho educativo constante sobre a posse responsável de cães e gatos. O CastraPet vai muito além do controle de natalidade; é um esforço para construir uma comunidade mais compassiva. A esterilização e a prática da posse responsável — que, vale lembrar, inclui a vacinação em dia — são pilares disso."

O lançamento do 5º ciclo contou com a presença de autoridades como a secretária de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Dias, os deputados estaduais Luiz Claudio Romanelli e Alexandre Amaro, o diretor de Políticas Ambientais da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Andreguetto, e o delegado da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Guilherme Dias. Ao final desta etapa, em julho de 2026, o programa terá alcançado todas as 399 cidades paranaenses, consolidando-se como uma política pública essencial para o bem-estar animal e a saúde coletiva no estado.