Um grande barracão no Centro de Eventos Prefeito Emídio Pianaro Júnior, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), se transformou em um ponto de cuidado e saúde para animais de estimação. Desde terça-feira (24), tutores levam cães e gatos previamente cadastrados pela prefeitura local para serem esterilizados gratuitamente, em uma ação que integra o projeto CastraPet Paraná.

A iniciativa, voltada para a Saúde Única — conceito que integra a saúde humana, animal e ambiental —, é coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A ação em Campo Largo, cidade de pouco mais de 144 mil habitantes, segue até esta quinta-feira (26). A partir de sexta-feira (27), o ponto de atendimento será no município vizinho de Balsa Nova, finalizando um roteiro de castrações que passou por nove cidades da RMC em fevereiro.

Rosemilda Moraes Machado, moradora do bairro Jardim Guarani, enquanto aguardava a alta de duas fêmeas, destacou a importância do projeto. “Esse é um projeto maravilhoso, de conscientização. Importante para que os animais não fiquem se reproduzindo, já que temos muitos casos de abandono, de maus tratos. Tem de cuidar, tem de gostar, tem de castrar”, disse.

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A estimativa, de acordo com a coordenação do projeto, é que 450 pets sejam esterilizados durante os três dias de mutirão em Campo Largo. Thaysse de Carvalho, do bairro Ferraria, que atua como protetora independente, reforçou o impacto positivo. “Essa ação ajuda muito a nós, protetoras. É um trabalho de cuidado que não cessa, sempre tem um cão ou gato precisando de atendimento. Por meio da castração conseguimos combater várias doenças, como tumores”, afirmou.

Em Campo Magro, cidade com 31 mil habitantes, a passagem da caravana do CastraPet Paraná também foi concorrida, com 273 castrações entre os dias 19 e 21 de fevereiro. Marcelo Rodrigo Fredrich, tutor da gata Ruby, de apenas oito meses, elogiou o atendimento. “O atendimento é excelente, com orientações e remédios. Incentivo a todos que façam a castração para ter o controle dos animaizinhos, prevenindo doenças”, afirmou.

Os atendimentos integram o 5º ciclo do CastraPet Paraná, que teve início em novembro do ano passado. A proposta contempla animais da população de baixa renda, de pessoas vinculadas a organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado nesta etapa é de R$ 19,8 milhões, um incremento de 106% em relação ao 4º período (R$ 9,6 milhões), concluído em maio do ano passado.

Já a contrapartida dos municípios é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, recursos que serão usados na impressão de 469 mil cartilhas sobre maus-tratos; na aplicação de 731 mil vacinas antirrábicas; e na confecção de 582 mil placas temáticas sobre biodiversidade.

Além da esterilização, o programa propõe ações de educação sobre a tutela responsável de cães e gatos, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes — um dos requisitos para o município participar do projeto. O outro é a intensificação da vacinação antirrábica nos animais, visando à promoção da saúde pública.

Para isso, o Governo do Estado fiscaliza as atividades organizadas por todas as cidades parceiras do projeto. O programa ainda oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação de animais. A colaboração se estende a uma rede que une várias ONGs e diversos protetores independentes, todos compartilhando o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade em relação aos animais.

Ao final desta etapa, em julho deste ano, o projeto coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT) e voltado para a Saúde Única, vai alcançar todas as 399 cidades paranaenses. Desde 2020, o Paraná já fez mais de 120 mil castrações.

Para agendar um horário para a castração dos bichinhos, o cidadão deve ir diretamente em um dos pontos determinados pela prefeitura da sua cidade, parceiras do Estado nesta iniciativa. No momento da inscrição os tutores já receberão todas as orientações sobre o pré e pós-operatório, além de medicamentos para os cuidados após a cirurgia dos pets e aplicação de um microchip eletrônico para identificação do animal.