Desde sua apresentação no Super Bowl, o produtor cultural brasileiro Warley Alves Barbosa, de 33 anos, tem refletido sobre o impacto do artista porto-riquenho Bad Bunny. Em uma carta aberta, ele descreve como o momento transcendeu uma simples performance, tornando-se um ato de posicionamento e identidade para a América Latina e o Caribe.

"Naquele momento, eu tive a sensação de que a América Latina tinha vencido aquele jogo. Mas não só. O Sul global venceu", escreve Barbosa. Ele destaca que, após décadas de busca por referências externas, foi no palco mais assistido do mundo que nós éramos a referência.

Warley, que cresceu na periferia e trabalha conectando arte, identidade e território, sente-se profundamente tocado pelo trabalho de Bad Bunny. Ele relata ter viajado a Porto Rico para assistir a um show da residência do artista e voltou transformado, compreendendo melhor a frase "No me quiero ir de aquí".

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A carta é um agradecimento e um acolhimento, celebrando como Bad Bunny usou sua visibilidade global para contar histórias a partir de suas raízes, inspirando milhões a fazerem o mesmo.