O Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 oficializou o formato de três noites de desfiles para o Grupo Especial, consolidando uma mudança que vem sendo discutida nos últimos anos. A edição contará com doze agremiações desfilando na Marquês de Sapucaí entre os dias 15 e 17 de fevereiro, marcando a estreia da Acadêmicos de Niterói, que subiu da Série Ouro.

Os enredos deste ano se destacam por mergulhar em temas profundos da cultura brasileira, incluindo biografias de ícones nacionais, a religiosidade de matriz africana e movimentos culturais de resistência. A escola recém-chegada à elite do samba, a Acadêmicos de Niterói, abrirá o espetáculo com o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, que narra a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, usando a árvore mulungu como símbolo de resistência.

Outras agremiações também trazem propostas impactantes. Uma escola de Ramos homenageia a vida e a arte de Ney Matogrosso com o tema “Camaleônico”, explorando sua natureza mutável e canções emblemáticas como “Sangue Latino”. Já uma azul e branco de Madureira apresenta “O Mistério do Príncipe do Bará”, centrado na história de Príncipe Custódio, figura crucial na fundação das religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul.

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Essa diversidade de temas reflete um Carnaval mais engajado e narrativo, onde as escolas não apenas buscam o título, mas também contam histórias que resgatam a identidade e a resistência do povo brasileiro. Com horários e enredos já definidos, a expectativa é por um espetáculo que una tradição e inovação na Sapucaí.